Bitcoin avança e ultrapassa US$ 115 mil pela 1ª vez desde agosto

No acumulado dos últimos sete dias, o bitcoin, principal criptomoeda do mundo, tem valorização de 1,5%, com expectativa de queda nos juros

atualizado

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1 de 1 Bitcoin - Foto: Reprodução

O bitcoin, principal criptomoeda do mundo, operava em alta nesta sexta-feira (12/9), ultrapassando a cotação de US$ 115 mil (cerca de R$ 619,2 mil) pela primeira vez desde agosto deste ano.


O que aconteceu

  • Por volta das 11h15 (pelo horário de Brasília), a criptomoeda registrava alta de 0,64% e era negociada a US$ 115,2 mil (R$ 620,3 mil).
  • No acumulado dos últimos sete dias, o bitcoin tem valorização de 1,5%.
  • O ether, a segunda maior criptomoeda em valor de mercado, subiu 1,2% no mesmo período.
  • Atualmente, o valor de mercado de todas as criptomoedas do mundo é de US$ 4,1 trilhões (R$ 22 trilhões).

O que explica a alta do bitcoin

O movimento de forte valorização do bitcoin foi alavancado nas últimas semanas, entre outros fatores, por uma legislação mais favorável nos Estados Unidos.

Neste ano, o governo do presidente norte-americano Donald Trump conseguiu aprovar no Congresso as leis Clarity e Genius, que desburocratizam o mercado cripto no país.

No mês passado, Trump também assinou uma ordem executiva que determina que o Departamento do Trabalho avalie a possibilidade de incluir criptomoedas em planos de aposentadoria.

Outro fator que aumentou o otimismo dos investidores é a percepção de que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) deve iniciar o ciclo de redução da taxa de juros já a partir de sua próxima reunião, na semana que vem.

Em sua última reunião, no fim de julho, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed anunciou a manutenção dos juros básicos no intervalo de 4,25% a 4,5% ao ano. A próxima reunião do Fed para definir a taxa de juros acontece nos dias 16 e 17 de setembro.

O Índice de Preços ao Consumidor nos EUA (CPI, na sigla em inglês), que mede a inflação no país, ficou em 2,9% em agosto, na base anual, ante 2,7% registrados em julho, segundo dados divulgados na quinta-feira (11/9). Na comparação mensal, o índice foi de 0,4%, ante 0,2% em julho.

Os resultados da inflação nos EUA vieram praticamente em linha com os prognósticos do mercado. A média das estimativas era de 2,9% (anual) e 0,3% (mensal).

A meta de inflação nos EUA é de 2% ao ano. Embora não esteja nesse patamar, o índice vem se mantendo abaixo de 3% desde julho de 2024.

Na semana passada, uma série de dados de emprego nos EUA mostraram um arrefecimento da economia norte-americana, o que também reforçou a aposta na queda dos juros.

Criptomoedas

As criptomoedas, em geral, são consideradas ativos de maior risco do que investimentos em renda fixa, o que oferece oportunidade de maior retorno.

Projeções apontam que parte dos investidores destinam algo entre 1% e 10% de seu patrimônio para esses ativos de maior risco. Quando a perspectiva é de inflação menor e juros mais baixos nos EUA, os criptoativos se tornam mais atraentes. Afinal, juros mais baixos diminuem a rentabilidade da renda fixa, o que anima os investidores a serem mais arrojados. Quando ocorre o contrário, elas se tornam menos atrativas.

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