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Negócios

Arrecadação federal chega a R$ 2,2 trilhões e bate recorde histórico

Apenas em dezembro do ano passado, a arrecadação do governo federal totalizou R$ 210,2 bilhões, uma alta real de 8,4%, segundo a Receita

24/01/2023 10:54, atualizado 24/01/2023 11:57
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Reprodução/ Pexels
Imagem notas de real no valor de 100 reais e 50 reais | Metrópoles

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas bateu um recorde histórico em 2022, segundo dados divulgados nesta terça-feira (24/1), pela Secretaria da Receita Federal.

O total arrecado, em valores corrigidos pela inflação, foi de R$ 2,2 trilhões, o que corresponde a um aumento real de 8,18% em relação ao ano anterior. Em 2021, foram arrecadados R$ 2,08 trilhões.

De acordo com a Receita, foi a maior arrecadação registrada desde o início da série histórica, em 1995.

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Apenas em dezembro do ano passado, o montante arrecadado totalizou R$ 210,2 bilhões, uma alta real de 8,4% na comparação com o mesmo período de 2021.

O que explica o aumento da arrecadação

Segundo a Receita, a expansão do recolhimento extraordinário do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) está entre os motivos da alta na arrecadação federal em 2022.

Também houve um avanço expressivo no recolhimento de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) para rendimentos de capital, principalmente para fundos e aplicação de renda fixa, beneficiados pela alta de juros.

O aumento no preço dos produtos básicos – como petróleo, minério e alimentos – provocado, entre outros fatores, pela guerra na Ucrânia, causou inflação e lucro para as empresas desses setores, o que se refletiu na arrecadação federal.

A elevação da massa salarial e o crescimento da economia brasileira em 2022 também contribuíram para a alta da arrecadação, com incremento das receitas previdenciárias.