Apesar de alta no lucro, ação da Vale tomba após divulgação de balanço

Por volta das 11h20, a ação da Vale recuava 4,49% e era negociada a R$ 80,60. Na véspera, os papéis da mineradora já haviam fechado em queda

atualizado

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ANM cobra dívida de CFEM com a mineradora Vale S.A.
1 de 1 ANM cobra dívida de CFEM com a mineradora Vale S.A. - Foto: Hariandi Hafid/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

As ações da Vale negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) registravam forte queda no pregão desta quarta-feira (29/4), no dia seguinte à divulgação dos resultados financeiros da mineradora referentes ao primeiro trimestre de 2026.


O que aconteceu

  • Por volta das 11h20 (pelo horário de Brasília), a ação da Vale (VALE3) recuava 4,49% e era negociada a R$ 80,60.
  • Na véspera, os papéis da companhia já haviam fechado o pregão em baixa – antes mesmo da divulgação do balanço financeiro da empresa –, caindo 1,3%, cotados a R$ 84,39.
  • A empresa é uma das duas companhias com o maior peso sobre o mercado brasileiro de ações.
  • Alguns resultados da Vale vieram abaixo das estimativas dos analistas do mercado. O Ebtida de US$ 3,9 bilhões ficou aquém da projeção média, de US$ 4 bilhões. O lucro líquido, de US$ 1,89 bilhão, ficou bem abaixo das estimativas de US$ 2,5 bilhões.

Lucro cresceu no 1º trimestre

Segundo o balanço financeiro da Vale, o lucro líquido registrado no período entre janeiro e março deste ano somou US$ 1,893 bilhão, o que representou uma alta de 36% em relação ao primeiro trimestre de 2025.

A Vale conseguiu reverter o prejuízo de US$ 3,8 bilhões reportado no quarto trimestre do ano passado, explicado por baixas contábeis na ocasião.

O Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em US$ 3,9 bilhões, com um aumento anual de 23%.

A receita líquida de vendas da Vale nos três primeiros meses do ano foi de US$ 9,25 bilhões, o que significou um crescimento de 14% na comparação anual.

Já os custos e despesas totais da companhia, desconsiderando Brumadinho e a descaracterização de barragens, aumentaram 12%, para US$ 6,6 bilhões, o que também preocupou os investidores.

Outros números

Ainda de acordo com o balanço da Vale, a dívida líquida expandida da empresa somou US$ 17,8 bilhões, um aumento de US$ 2,2 bilhões na base anual, o que refletiu o crescimento da dívida líquida para US$ 13,6 bilhões. Isso se deveu ao pagamento de dividendos e de Juros sobre Capital Próprio (JCP) no período.

O JCP funciona como se o acionista tivesse emprestado dinheiro à empresa – que, por sua vez, paga juros sobre esse capital investido. Para a empresa, o JCP é uma despesa que reduz a base de cálculo do Imposto de Renda (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), oferecendo um benefício fiscal.

Já para o acionista, o JCP é tributado na fonte (com alíquota de 15% de IR) e o valor recebido é declarado no Imposto de Renda (IR). Os dividendos são a parcela do lucro líquido que uma empresa distribui aos seus acionistas.

Segundo o balanço do Vale, os investimentos em projetos de crescimento somaram US$ 182 milhões no primeiro trimestre.

A Vale informou ainda que o preço médio de finos de minério de ferro ficou em US$ 95,8/t, o que representou uma alta trimestral de US$ 0,4/t, refletindo a estratégia de portfólio de produtos e prêmios de mercado mais elevados para produtos com baixo teor de alumina.

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