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Negócios

Americanas: acionistas teriam ofertado R$ 7 bi e redução de dívidas

Segundo fontes, bilionários acionistas da Americanas teriam proposto um aporte de R$ 7 bilhões e, em contrapartida, bancos reduziriam dívida

16/02/2023 12:35, atualizado 16/02/2023 13:08
Editora Sextante/Divulgação
Carlos Alberto Sicupira, Jorge Paulo Lemann e Marcel Herrmann Telles em foto posada para lançamento de livro - Metrópoles

Os bilionários Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles teriam ofertado aos bancos credores da Americanas uma capitalização (aporte de recursos próprios) de R$ 7 bilhões. Esse aporte seria feito por meio da compra de ações da varejista, e o dinheiro seria um reforço de caixa usado para pagar fornecedores e manter a operação de pé.

A informação foi divulgada pelo jornal Valor Econômico e confirmada pelo Metrópoles. Como contrapartida ao aporte, os bancos concordariam em converter R$ 18 bilhões em dívidas da Americanas em ações da empresa e em dívida subordinada, um crédito que dificilmente é recuperado, em caso de falência da empresa. Com isso, a varejista reduziria quase pela metade sua dívida total, estimada em R$ 42 bilhões.

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O “perdão” de R$ 18 bilhões também cortaria em 70% o passivo com instituições financeiras. Praticamente restaria à Americanas pagar funcionários e fornecedores.

A oferta foi considerada insuficiente pelos bancos, que exigiam uma capitalização de, no mínimo, R$ 15 bilhões. A proposta de conversão de dívida também não foi bem aceita, por embutir um desconto elevado sobre o passivo total. Os bancos consideraram que os acionistas jogaram a resolução do problema no colo dos credores.

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Na semana passada, os acionistas conseguiram aprovar um empréstimo-ponte (chamado de DIP) de R$ 1 bilhão, para custear operações de curto prazo da varejista. Foi ofertada aos bancos a possibilidade de entrar com mais R$ 1 bilhão, mas nenhuma instituição aceitou conceder crédito novo para a Americanas, ainda mais sem garantias.

Caso a proposta à mesa não seja aceita (e é provável que não seja), a negociação seguirá em pé de guerra. Desde o mês passado, os bancos travam uma batalha judicial para bloquear valores da Americanas e tentar reaver parte dos valores concedidos para a varejista.