Ação da Brava Energia despenca com queda do petróleo. Petrobras recua

Por volta das 12h55 (pelo horário de Brasília), as ações da Brava recuavam 4,39% e eram cotadas a R$ 15,01. Petrobras também tinha perdas

atualizado

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1 de 1 Imagem de campo petrolífero - Metrópoles - Foto: Anton Petrus/Getty Images

As ações da Brava Energia negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) registravam forte queda, na tarde desta quarta-feira (7/1), influenciadas por um novo recuo nos preços internacionais do petróleo.

Segundo analistas do mercado, os papéis da companhia estão entre os mais sensíveis a choques no mercado de petróleo. Apesar de contar com uma diversificada base de ativos, a resiliência da empresa aos preços mais baixos é considerada reduzida.


O que aconteceu

  • Por volta das 12h55 (pelo horário de Brasília), as ações da Brava recuavam 4,39% e eram cotadas a R$ 15,01.
  • Mais cedo, às 12h15, o tombo dos papéis da companhia era de 4,71%, a R$ 14,96.

Por que a Brava Energia é mais afetada

A Brava Energia é considerada mais sensível às oscilações nos preços internacionais do petróleo por causa de sua estrutura de custos e da necessidade permanente de Capex (Capital Expenditure) – os investimentos que uma empresa faz para adquirir, melhorar ou manter ativos de longo prazo.

Segundo estimativas do JPMorgan, a Brava deve registrar um fluxo de caixa livre negativo em 6,3% neste ano. Caso o preço médio do barril de petróleo do tipo Brent recue para o patamar de US$ 55, essa projeção negativa chega a 8,7%.

A Brava Energia é a principal companhia independente de óleo e gás do Brasil. Ela foi formada a partir da fusão entre a 3R Petroleum e a Enauta. A companhia é focada em maximizar o valor de ativos maduros (campos que já produziram muito) por meio de otimização e aquisições, com operações em terra e mar.

Petrobras também recua

A Petrobras, uma das maiores empresas do país e com maior peso sobre a Bolsa do Brasil, também operava no vermelho no pregão desta quarta-feira, mas com uma queda bem menor que a da Brava Energia.

Às 13 horas, as ações ordinárias da estatal registravam perdas de 0,32%, a R$ 31,05. Já os papéis preferenciais da companhia caíam 0,17%, cotados a R$ 29,59.

Preço do petróleo segue em queda

Como o Metrópoles noticiou mais cedo, o preço internacional do petróleo segue sentindo os efeitos da escalada nas tensões geopolíticas e econômicas a partir dos ataques militares dos Estados Unidos contra a Venezuela, no último fim de semana, que levaram à deposição do ditador Nicolás Maduro.

Nesta quarta, um petroleiro da Rússia que transportava óleo da Venezuela no Oceano Atlântico foi interceptado pelos EUA. A informação foi confirmada pelo Comando Europeu dos EUA e pela rede estatal russa RT, que divulgou vídeo em que um helicóptero norte-americano voa ao redor da embarcação de bandeira russa, em águas internacionais.

Por volta das 13h20 (pelo horário de Brasília), o barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) tombava 1,31% e era negociado a US$ 56,38.

No mesmo horário, o petróleo do tipo Brent (referência para o mercado internacional) recuava 0,77%, cotado a US$ 60,23.

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