Zelensky diz que Putin não quer paz e usará Trump politicamente
Ucraniano Zelensky afirma que presidente russo prepara novas ofensivas e planeja explorar encontro com Trump como vitória pessoal
atualizado
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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta segunda-feira (11/8) que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, não demonstra qualquer sinal de que pretende encerrar a guerra e que planeja usar politicamente o encontro marcado com Donald Trump, presidente norte-americano, nesta sexta-feira (15/8), como uma vitória pessoal.
A declaração foi feita após um relatório do comando militar e da inteligência ucraniana sobre os movimentos das tropas russas. Segundo Zelensky, as ações de Moscou indicam a preparação para novas ofensivas, e não para um cessar-fogo.
“Putin está determinado apenas a apresentar um encontro com os Estados Unidos como sua vitória pessoal e então continuar agindo exatamente como antes, aplicando a mesma pressão sobre a Ucrânia. Até o momento, não há qualquer indicação de que os russos tenham recebido sinais para se prepararem para uma situação pós-guerra. Pelo contrário, eles estão redistribuindo suas tropas de maneiras que sugerem novas operações ofensivas”, declarou o líder ucraniano.
O encontro entre Trump e Putin está marcado para a próxima sexta-feira (15/8), no estado americano do Alasca, e ocorre em meio a negociações para o fim do conflito iniciado com a invasão russa à Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Na quarta-feira (6/8), a Casa Branca confirmou que o presidente americano está aberto a se reunir tanto com Putin quanto com Zelensky, em busca de uma solução diplomática.
Mais cedo, nesta segunda-feira, o republicano descartou a possibilidade do ucraniano estar presente da reunião entre ele e o líder do Kremlin, no fim desta semana.
A aproximação entre Washington e Moscou acontece após uma reunião de três horas entre o enviado de Trump, Steve Witkoff, e o presidente russo. O encontro foi descrito como uma tentativa de encontrar “uma saída para a guerra”.
Cessar-fogo segue distante
As negociações de paz, mediadas pela Turquia, continuam em andamento, mas ainda sem avanços concretos.
Na última quarta-feira (6/8), o governo ucraniano retirou, sem apresentar justificativas públicas, os nomes de 1 mil soldados ucranianos da lista de prisioneiros que seriam trocados com a Rússia. Em meio a impasses, a troca de prisioneiros foi uma das únicas pautas com acordo mútuo nas negociações.
A proposta da Ucrânia de antecipar um encontro entre os presidentes já foi criticada pelo Kremlin, que afirmou que Kiev estaria “colocando a carroça na frente dos bois”.
Zelensky parece desacreditar no envolvimento de Putin
Apesar disso, Zelensky reforçou que não vê mudança na postura russa.
“Se alguém está se preparando para a paz, não é isso que ele faz. Continuamos a manter nossos parceiros informados sobre a situação real no campo de batalha, na diplomacia e no planejamento de novas ações da Rússia”, afirmou.
No fim de julho, Trump chegou a impor pressão pública sobre Putin, dando um prazo de 10 dias para a implementação de um cessar-fogo, sob ameaça de aplicar tarifas a produtos russos.












