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Mundo

Veterano faz 10 reféns em banco nos EUA e é morto por agentes do FBI

Homem condenado por crimes sexuais amarrou explosivos em parte dos reféns durante sequestro em banco na Califórnia. Ninguém ficou ferido

Álvaro Luiz03/06/2026 19:42
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Reprodução
Imagem colorida, Veterano faz 10 reféns em banco nos EUA e é morto por agentes do FBI - Metrópoles

Um veterano do Exército dos Estados Unidos identificado como Anthony Scott Searles-Harris, de 41 anos, foi morto a tiros por agentes do FBI na madrugada desta quarta-feira (3/6), após manter 10 pessoas reféns durante um assalto a banco em Bakersfield, na Califórnia. Apesar da ameaça de explosivos, todos os reféns foram resgatados sem ferimentos.

Segundo as autoridades norte-americanas, Searles-Harris invadiu uma agência bancária por volta do meio-dia de terça-feira (2/6) e manteve as vítimas sob seu controle no segundo andar do prédio, que também abriga escritórios de um distrito escolar da região.

Durante as negociações, o suspeito afirmou estar com uma bomba e disse ter amarrado artefatos explosivos em alguns dos reféns. A informação foi confirmada pelas equipes de segurança, de acordo com Jeremy Blakemore, subchefe da polícia de Bakersfield.

Diante da gravidade da ocorrência, o FBI enviou de Quantico sua equipe de elite especializada em resgate de reféns.

Dois sequestrados foram libertados ainda na noite de terça, mas as negociações perderam o avanço nas horas seguintes.

Suspeito neutralizado, informou o FBI

A operação passou a ser conduzida pela equipe federal por volta das 2h desta quarta-feira. Cerca de duas horas depois, os agentes invadiram o local e neutralizaram o suspeito. Segundo o agente especial Sid Patel, responsável pelo escritório do FBI em Sacramento, Searles-Harris havia amarrado cinco dos reféns, embora mantivesse 10 pessoas sob ameaça.

“Todos saíram ilesos. Certamente enfrentarão consequências psicológicas, e nossa equipe de assistência às vítimas prestará apoio”, afirmou Patel.

Registros do Departamento de Justiça da Califórnia mostram que Searles-Harris integrava o cadastro estadual de agressores sexuais após condenações, em 2014, por crimes sexuais envolvendo uma criança menor de 14 anos. Ele deixou a prisão em 2018.

As autoridades também informaram que o homem serviu cerca de um ano no Exército dos EUA, mas recebeu dispensa desonrosa em 2007 após ser acusado de deserção.