Venezuela: manifestantes pedem liberdade de Maduro e Cilia. Veja vídeo
Com velas, manifestantes formaram a frase “Libertem Maduro e Cilia” durante ato em Caracas, capital da Venzuela
atualizado
Compartilhar notícia

Na Venezuela, manifestantes pró-governo se reuniram na capital do país, em Caracas, na Praça Diego Ibarra, para exigir a liberdade de Maduro e a esposa dele, Cília Flores, capturados em 3 de janeiro, após ação militar dos Estados Unidos. O vídeo, compartilhado na noite desse domingo (18/1) pela presidente interina do país, Delcy Rodríguez, exibe uma formação humana de palavras com velas.
Veja vídeo:
“Unidos pelo amor e pela lealdade, hoje caminhamos com mais firmeza do que nunca pela paz e pelo bem-estar do povo venezuelano. Uma Venezuela unida triunfará. Tragam-nos de volta!”, exigiu Delcy em suas redes.
O protesto simbólico funciona como uma tática visual para destacar a mensagem que os manifestantes desejam passar com velas: “Libertem Maduro e Cilia”.
Desde a captura, o governo venezuelano convoca protestos no país, mobilizando movimentos sociais e juvenis pró-chavistas para denunciar a ação norte-americana na nação, a qual a administração de Delcy classifica como violação do direito internacional.
Relembre a captura de Maduro na Venezuela
- Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados em 3 de janeiro, após forças militares norte-americanas invadirem uma fortaleza de segurança em que eles estavam.
- Ao invadirem, militares norte-americanos trocaram tiros com soldados cubanos, e rapidamente capturaram Maduro e a esposa.
- Após a captura, Maduro e a esposa foram levados para um helicóptero das Forças-Armadas dos EUA. Em seguida, foram conduzidos ao navio militar USS Iwo Jima, atracado no Caribe há meses.
- Do navio, os dois foram transportados a um avião, que voou até Nova York, onde Maduro e a esposa são julgados.
- Maduro e Cilia irão reponder por crimes ligados ao tráfico internacional de drogas
Segundo a TV estatal venezuelana, desde a captura de Maduro, a praça Diego Ibarra tornou-se um ponto de encontro onde os jovens reafirmaram a posição contra a intervenção dos EUA e apoio absoluto à soberania.
Em 8 de janeiro, a Venezuela iniciou a libertação de alguns prisioneiros políticos. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, afirmou que a medida visa “consolidar a paz” no país e destacou que a medida é um “gesto unilateral” de Caracas, e não envolveu qualquer tipo de negociações com outros atores políticos.
