Filho de Maduro convoca manifestações contra os EUA e cita o Brasil. Veja vídeo
Filho de Maduro e a liderança à frente da Venezuela seguem com a exigência de que Nicolás Maduro e Cilia Flores voltem ao país
atualizado
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O deputado venezuelano Nicolás Maduro Guerra, filho do líder chavista Nicolás Maduro, convocou atos de manifestos no mundo todo e citou o Brasil para repudiar o ataque dos Estados Unidos no país e a captura de seu pai. Nessa terça-feira (13/11), durante um evento pró-governo, manifestantes se reuniram na Avenida Bolívar.
“Fazemos um chamado aos motoristas do mundo, aos rodoviários da América Latina, de México, de Colômbia, de Centro-América, de Brasil e de Argentina. O que aconteceu na Venezuela quebrou todos os códigos e todas as normas internacionais”, disse filho de Maduro, convocando outros países para o protesto. “O que vamos esperar? Que aconteça o mesmo em outro país?”, indagou.
O filho de Maduro e Delcy Rodríguez, presidente em exercício, seguem com a exigência de que Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, voltem para o país após serem capturados em 3 de janeiro por forças norte-americanas. Os manifestos convocados seriam em repúdio ao “sequestro” de Maduro.
Durante o discurso, Nicolás Maduro Guerra frisa que os EUA violaram o direito internacional e alertou para possíveis intervenções norte-americanas em outros países do mundo. O aviso faz referência às recentes ameaças de Trump a Colômbia e a Cuba.
Maduro Guerra ainda comentou que, após a segunda guerra, foram implementados equilíbrios para que excessos não fossem ultrapassados, como operações militares em outro país. Segundo o filho do líder chavista, com as mortes na ofensiva, este equilíbrio se quebrou baseado na captura em 3 de janeiro, e insiste que seu pai é inocente.
“Aqui houve mais de 108 mortos no dia 3 de enero. Mais de 150 pessoas feridas, civis e militares. E as bombas não distinguiram entre chavistas, opositores ou ninis, porque aqui havia gente que não se interessava pela política, mas que foi afetada igualmente”, disse o filho de Maduro durante o ato pró-governo, na Avenida Bolívar.
Desde a captura, Caracas deu uma guinada rumo aos interesses de Donald Trump no país e adota o tom de cooperação para relações diplomáticas.
