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Venezuela decreta "zona de desastre" em La Guaira após terremoto

A presidente interina, Delcy Rodríguez, declarou o estado de La Guaira, no litoral norte do país, como “zona de desastre” após terremoto

25/06/2026 16:08
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Reprodução/Twitter
Venezuela decreta “zona de desastre” em La Guaira após terremoto

O governo da Venezuela declarou o estado de La Guaira, no litoral norte do país, como “zona de desastre” após os terremotos que atingiram a região e provocaram um cenário de destruição em larga escala. O anúncio foi feito na noite de quarta-feira (24/6) pela presidente interina, Delcy Rodríguez, que classificou a situação como uma tragédia nacional.

Segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades, pelo menos 188 pessoas morreram e mais de mil  ficaram feridas. Uma plataforma criada registra que cerca de 40 mil pessoas estão desaparecidas.

Equipes de emergência continuam trabalhando nos locais atingidos, e o governo admite que o número de vítimas pode aumentar à medida que as operações de busca e resgate avançam.

“Podemos dizer que a situação em La Guaira é uma verdadeira tragédia”, afirmou Rodríguez durante pronunciamento à população.

Destruição em larga escala

La Guaira foi a região mais afetada pelo terremoto. De acordo com o governo venezuelano, dezenas de edifícios desabaram total ou parcialmente, deixando moradores presos sob os escombros.

Equipes de bombeiros, policiais, militares e voluntários seguem mobilizados para localizar sobreviventes. Máquinas pesadas foram enviadas para auxiliar na remoção dos destroços, enquanto hospitais da região operam em regime de emergência para atender os feridos.

As autoridades ainda avaliam a extensão dos danos causados à infraestrutura urbana, incluindo estradas, sistemas de energia elétrica e redes de abastecimento de água.

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Agência dos Estados Unidos estima ao menos 10 mil mortos após terremotos na Venezuela
Imagens mostram destruição após fortes terremotos na Venezuela
Milhares de pessoas foram para as ruas de Caracas, após os terremotos
Sobreviventes em busca de informações na Venezuela
Correria nas ruas de Caracas, após terremotos na Venezuela
Venezuelano recorda momento do terremoto: "Era algo que não terminava"
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Venezuelano recorda momento do terremoto: "Era algo que não terminava"

Foto: Edilzon Gamez/Getty Images
Agência dos Estados Unidos estima ao menos 10 mil mortos após terremotos na Venezuela
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Agência dos Estados Unidos estima ao menos 10 mil mortos após terremotos na Venezuela

Edilzon Gamez/Getty Images
Imagens mostram destruição após fortes terremotos na Venezuela
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Imagens mostram destruição após fortes terremotos na Venezuela

Jesus Vargas/Getty Images
Milhares de pessoas foram para as ruas de Caracas, após os terremotos
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Milhares de pessoas foram para as ruas de Caracas, após os terremotos

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Sobreviventes em busca de informações na Venezuela
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Sobreviventes em busca de informações na Venezuela

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Correria nas ruas de Caracas, após terremotos na Venezuela
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Correria nas ruas de Caracas, após terremotos na Venezuela

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Prédios inteiros foram derrubados após terremotos na Venezuela
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Prédios inteiros foram derrubados após terremotos na Venezuela

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Teto do aeroporto de Caracas desabou
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Teto do aeroporto de Caracas desabou

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Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS)

Ajuda internacional é mobilizada

Diante da gravidade da situação, diversos países anunciaram apoio à Venezuela. Segundo Delcy Rodríguez, equipes especializadas em resgate dos Estados Unidos, República Dominicana, El Salvador, México e Catar devem chegar ao país nos próximos dias para reforçar as operações de busca por sobreviventes.

Além disso, China, Brasil e nações do Caribe ofereceram ajuda humanitária, incluindo o envio de suprimentos médicos, equipamentos de emergência e assistência logística.

Ao todo, 17 países ofereceram ajuda ao país caribenho.

A expectativa é que a cooperação internacional contribua para acelerar os trabalhos de resgate e ampliar o atendimento às vítimas da tragédia.Durante o pronunciamento, Rodríguez pediu união nacional diante da crise e afirmou que o governo está concentrando todos os esforços na assistência às famílias afetadas.

“Peço que atuemos em unidade nacional e com calma, sabendo que juntos superaremos esta tragédia”, declarou.

A presidente interina também manifestou solidariedade aos familiares das vítimas e prestou condolências às pessoas que perderam parentes no desastre.

“Gostaria também de dizer que esta é uma verdadeira tragédia. Enviamos nossa mensagem de solidariedade e, às famílias que perderam entes queridos, reafirmamos nossas condolências e nosso apoio neste momento difícil”, afirmou.

Terremoto na Venezuela

O terremoto de magnitude 7,1 que atingiu a Venezuela foi registrado no fim da tarde dessa quarta-feira (24/6). Imagens feitas por moradores registram edifícios destruídos, grandes nuvens de fumaça e moradores correndo pelas ruas de Caracas, enquanto tentavam se afastar de áreas afetadas pelos tremores.

O abalo sísmico teve epicentro próximo à cidade de Morón, no norte do país, mas foi sentido com força na capital venezuelana. Um dos registros mostra um homem com dois cachorros no colo diante de um prédio visivelmente danificado pelo terremoto.

As cenas também mostram momentos de pânico entre moradores, que correram para áreas abertas diante do risco de novos tremores. Em alguns pontos da cidade, nuvens de poeira e fumaça tomaram conta do horizonte após estruturas serem atingidas pela força do abalo sísmico.

Magnitude 7,1 e 7,5

Foram registrados dois terremotos em sequência na região: um de 7,1 e outro de 7,5 graus na escala Richter.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o tremor ocorreu a uma profundidade de 21 quilômetros, considerada rasa para eventos desse tipo. Essa característica contribui para que os abalos sejam sentidos com maior intensidade em regiões próximas ao epicentro.

Além da Venezuela, moradores relataram ter sentido o terremoto em diferentes regiões da Colômbia. O Serviço Geológico Colombiano (SGC) informou que o fenômeno ocorreu às 17h04 (horário local) e destacou que a baixa profundidade favoreceu a propagação dos tremores por uma área mais ampla.

Após o terremoto, o sistema de alerta de tsunamis dos Estados Unidos emitiu um aviso sobre a possibilidade de ondas perigosas em áreas costeiras localizadas em um raio de até 300 quilômetros do epicentro.

Entre as regiões monitoradas, estão Porto Rico e as Ilhas Virgens Americanas.