Posição da Venezuela tem alta atividade tectônica e explica terremotos
De acordo com informações divulgadas pelo governo da Venezuela, o terremoto causou ao menos 164 mortes e deixou 971 feridos

Dois terremotos de grandes proporções atingiram a Venezuela nessa quarta-feira (24/6). Os tremores de magnitude 7,5 e 7,2 foram sentidos em cidades e estados do país, além de regiões da Colômbia. Até o momento, a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, estima que ao menos 164 pessoas morreram e 971 estão feridas.
Segundo especialistas entrevistadas pelo Metrópoles, a Venezuela está localizada em uma região de intensa atividade tectônica, o que favorece a ocorrência de abalos sísmicos.
“A Venezuela está localizada próxima ao limite entre as placas tectônicas Sul-Americana e Caribenha, uma região de intensa atividade tectônica. Por esse motivo, o país apresenta uma sismicidade significativamente mais elevada”, explica a professora Susanne Maciel, da Universidade de Brasília (UnB), apoiada pelo Instituto Serrapilheira.
O terremoto de magnitude 7,5 é considerado o maior abalo sísmico da Venezuela desde 1900 – à época, o país sofreu com evento de magnitude 7,7.
Mesmo tão próximo da Venezuela, não há terremotos no Brasil?
Ao contrário de Venezuela, que está localizada no limite entre placas Sul-Americana e Caribenha, o Brasil se situa no interior da Placa Sul-Americana, uma região distante das “fronteiras” dos blocos rochosos e, por consequência, com atividade sísmica relativamente baixa.
“Há pequenas falhas dentro da placa sul-americana que ocasionam pequenos tremores de vez em quando”, diz o professor Marcelo Assumpção, da Universidade de São Paulo (USP), e membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC).
Segundo Susanne, como a placa onde está o Brasil fica distante do epicentro dos terremotos, quando as ondas sísmicas chegam por aqui, elas quase não são sentidas. “O terremoto que ocorreu ontem, por exemplo, foi sentido mais fraco em diversas cidades do norte do Brasil, mas não causou danos”, exemplifica a docente.















