Veja como Zelensky pretende vencer guerra contra a Rússia até 2025
Ucraniano Volodymyr Zelensky apresentou um "plano" de cinco pontos que, segundo ele, podem garantir a vitória na guerra contra a Rússia

Ainda que a guerra se arraste por dois anos e oito meses sem sinais de solução, o líder ucraniano Volodymyr Zelensky diz ser possível vencer o conflito contra a Rússia com base em um “plano”. A estratégia do presidente da Ucrânia foi apresentado nessa quarta-feira (16/10) ao Parlamento do país, e é um apelo por mais ajuda do Ocidente.
Classificado pelo presidente ucraniano como “plano da vitória”, o documento consiste em cinco pontos, entre militares, econômicos e de segurança, que, segundo ele, garantiriam um triunfo contra o exército de Vladimir Putin.
“Este plano é possível de implementar”, disse Zelensky em uma publicação no X. “Depende dos nosso parceiros. Não depende da Rússia. Todos veem que a Rússia não está buscando uma paz honesta. Putin é louco e só quer guerra”.
Entrada na Otan
Uma cobrança antiga de Zelensky é apontada como o principal ponto que garantiria a vitória da Ucrânia na guerra. No plano, o presidente ucraniano voltou a cobrar a entrada do país na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), e condicionou um triunfo ao ingresso na aliança militar.
O líder ucraniano argumentou que uma possível adesão do país na Otan seria uma decisão benéfica não só para a Ucrânia, mas sim para outros países da região que podem entrar na mira de Putin no futuro.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Somos uma nação democrática que provou que podemos defender os valores euro-atlânticos e nosso modo de vida compartilhado. Por décadas, a Rússia explorou a incerteza geopolítica da Europa, e o fato de a Ucrânia não ser membro da Otan”, disse Zelensky.
Apoio militar, participação de aliados e ataques contra a Rússia
Zelensky pediu mais apoio militar de parceiros do Ocidente, com investimentos em armamentos, no sistema de defesa aéreo do país e na produção de armas na Ucrânia.
Além disso, o presidente ucraniano defendeu a continuidade de ataques contra a Rússia, para que a população russa “realmente sinta o que é a guerra e, apesar de sua propaganda, comecem a voltar seu ódio para o Kremlin”. Para isso, Zelensky voltou a solicitar a liberação de ataques contra o território russo com armas de longo alcance transferidas por parceiros.
Soldados ucranianos tomam posto de controle russo em Kursk e tiram sarro do comando militar do Kremlin.
Imitando o chefe do grupo mercenário Wagner, Yevgeny Prigozhin, morto em agosto de 2023, um dos militares finge pedir suprimentos para Valery Gerasimov, chefe das Forças… pic.twitter.com/5qQcgA2tbt
— Metrópoles (@Metropoles) August 14, 2024
O líder ucraniano ainda defendeu uma maior participação de países vizinhos no conflito, em operações conjuntas para “derrubar mísseis e drones russos”.
De acordo com Zelensky, parceiros da Ucrânia receberam informações de quais seriam os objetivos e como eles seriam alcançados caso o pedido fosse aceito. A informação, no entanto, consta em um anexo confidencial do “plano de vitória”.
Dissuasão
Um plano de dissuasão é apontado como o terceiro ponto do “plano de vitória” de Zelensky, já que a Rússia “age agressivamente apenas quando está convencida de que não enfrentará uma resposta destrutiva adequada”.
Sem dar maiores detalhes, o presidente da Ucrânia propôs implantar um “pacote abrangente de dissuasão estratégica não nuclear” no país, o que, ainda segundo ele, faria a Rússia pensar duas vezes antes de atacar seu território.
De acordo com Zelensky, Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália e Alemanha já receberam detalhes sobre como tal ponto do plano pode colocado em prática.
Proteção de recursos e investimentos
A área econômica também foi citada na estratégia de Zelensky, que pediu proteção aos recursos do país e um maior investimento de aliados. O presidente ucraniano disse que este ponto do plano contribuiria não só para a autonomia da Ucrânia, mas também na “segurança da Europa” e o enfraquecimento da Rússia.
Para isso, os Estados Unidos e parceiros da União Europeia foram instados a assinarem um acordo econômico que envolvesse proteção de recursos e investimentos no país.
“Isto também é paz por meio da força – força econômica”, declarou Zelensky. “Este acordo naturalmente complementará e reforçará o sistema existente de pressão econômica sobre a Rússia, incluindo todas as sanções atuais, o teto do preço do petróleo, restrições de exportações para a Rússia e outras medidas de pressão”.
Pós-guerra e experiência militar
O quinto, e último ponto do “plano de vitória” de Zelensky, diz respeito à experiência conquistada pelas forças da Ucrânia durante o conflito e como isso pode ser utilizado no período pós-guerra.
Segundo o líder ucraniano, seus solados com “experiência real em guerra moderna, experiência bem-sucedida no uso de armamento ocidental e experiência diversa em cooperação com as forças da Otan” podem substituir contingentes militares dos EUA, espalhados pela Europa.
























