Vaticano dá início ao Sínodo que tem a Amazônia como tema central

Até o dia 27 deste mês, 250 especialistas ligados à Igreja Católica discutirão a questão ambiental e formas para marcar presença na região

ANDREW MEDICHINI/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOANDREW MEDICHINI/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

atualizado 06/10/2019 8:10

O Sínodo da Amazônia, que começa neste domingo (06/10/2019) e vai até o dia 27 de outubro, no Vaticano, tem como foco a questão ambiental, a proteção aos povos indígenas e tratará também de temas polêmicos dentro da Igreja Católica, como a permissão para que homens casados possam se tornar padres em determinadas regiões e que mulheres possam conduzir cerimônias religiosas.

A grande assembleia de bispos atende a um chamado do papa Francisco, que presidirá discussões com 250 participantes. Destes, 184 bispos homens e 35 mulheres. Instituído em 1965, será realizado neste ano pela 16ª vez e vai tratar de assuntos comuns aos nove países que fazem parte do bioma da Amazônia. Os assuntos estão organizados em dois eixos: pastoral católica e ambiental.

Este sínodo é visto com ressalvas pelo governo brasileiro, que tem alimentado polêmicas e desgastes em relação ao principal viés do encontro: a questão ambiental.

A igreja, por sua vez, tem como alerta a perda de fiéis católicos na região com o crescimento das igrejas evangélicas, evidenciada desde o Censo Demográfico do IBGE de 2010, o último realizado. Só no estado do Amazonas, o número de evangélicos era de 31%, ante 21% em 2000. Entre os que se declararam católicos, queda de 70,8% para 59,5%.

Daí a necessidade, na visão da instituição milenar, de ampliar a presença na região. Para isso, a igreja precisa de mais sacerdotes. Esta é a razão do debate sobre flexibilizar as exigências até hoje feitas aos sacerdotes, do celibato, entre outras. Daí a ideia de permitir que mulheres também sejam evangelizadoras.

Esses temas, até o momento, não estão pacificados. Há resistência dentro da igreja, mas a discussão deve ser feita ao longo do mês.

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