Papa Francisco: “Amazônia sofre com mentalidade cega e destruidora”

Em mensagem a fiéis, líder da Igreja Católica denunciou tensão no campo e incentivou estilo de vida mais harmonioso com o meio ambiente

Chris Jackson/Getty ImagesChris Jackson/Getty Images

atualizado 06/07/2019 11:52

O papa Francisco chamou atenção para a situação da Amazônia neste sábado (06/07/2019) ao dirigir mensagem aos participantes do 2º Fórum das Comunidades Laudato si’, que acontece em Amatrice, cidade italiana da mesma região de Roma. No texto, o líder máximo da Igreja Católica incentiva novo estilo de vida, com convivência mais harmoniosa entre as pessoas e o meio ambiente.

“A situação da Amazônia é um triste paradigma do que está acontecendo em muitas partes do planeta: uma mentalidade cega e destruidora que favorece o lucro; coloca em evidência a conduta predatória com a qual o homem se relaciona com a natureza. Por favor, não se esqueçam de que justiça social e ecologia estão profundamente interligadas!”, destacou o religioso.

No texto dirigido aos fiéis, o papa também deixou clara sua preocupação com as tensões sociais vividas na região: “Aquilo que está acontecendo na Amazônia terá repercussões em nível planetário, prostrou milhares de homens e mulheres roubados do seu território, que se tornaram estrangeiros na própria terra, depauperados da própria cultura e das próprias tradições, quebrando o equilíbrio milenar que unia aqueles povos à sua terra. O homem não pode permanecer um espectador indiferente diante dessa destruição, nem a igreja deve ficar em silêncio: o grito dos pobres deve ressoar da sua boca, como já indicava São Paulo VI na sua Encíclica Populorum progressio”.

Nesta semana, uma mensagem de Francisco, por meio de vídeo, repercutiu no Brasil por conta de uma suposta “indireta” do pontífice ao ministro da Justiça, Sergio Moro. Na gravação, o líder católico pede que as pessoas “rezem pelos magistrados, juízes e advogados que administram a Justiça em todo o mundo”. O apelo, segundo ele, é necessário para que as autoridades trabalhem com integridade e respeito à dignidade humana, “sem interesses pessoais egoístas ou agendas ocultas, em um contexto de transparência e imparcialidade”. (Com informações da Agência do Vaticano) 

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