Papa Francisco faz vídeo e internet aponta indireta a Moro e Dallagnol

O pedido, segundo o santo padre, é necessário para que eles trabalhem com integridade e respeito à dignidade humana

Reprodução/Twitter Papa FranciscoReprodução/Twitter Papa Francisco

atualizado 04/07/2019 14:47

O Vaticano divulgou, nesta quinta-feira (04/07/2019), a videomensagem do papa Francisco com a intenção de oração para o mês de julho. Na gravação, o líder católico pede que as pessoas “rezem pelos magistrados, juízes e advogados que administram a Justiça em todo o mundo”.

O apelo, segundo o santo padre, é necessário para que eles trabalhem com integridade e respeito à dignidade humana, “sem interesses pessoais egoístas ou agendas ocultas, em um contexto de transparência e imparcialidade”.

“Os juízes devem seguir o exemplo de Jesus, que nunca negocia a verdade”, destaca papa Francisco. O pontífice emenda: “Dos juízes dependem decisões que influenciam os direitos e os bens das pessoas. Sua independência deve ajudá-los a serem isentos de favoritismos e de pressões que possam contaminar as decisões que devem tomar”, ressalta.

Papa Francisco frisa que a justiça exige trabalho íntegro e imparcial. “Rezemos para que todos aqueles que administram a Justiça trabalhem com integridade e para que a injustiça que atravessa o mundo não tenha a última palavra”, conclui o papa.

Assista ao vídeo publicado por Francisco:

O pontífice diz que a justiça não pode ser apenas um “traje extra” ou um disfarce que só se usa para ir a festas.

Alusão a Moro
Nas redes sociais, muitos internautas entenderam a mensagem como um recado ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. O ex-juiz da Lava Jato centraliza uma crise após o vazamento de mensagens em que ele supostamente influencia a ação dos procuradores da forca-tarefa. O caso também envolve o coordenador do grupo, Deltan Dallagnol.

O escândalo ficou conhecido como “Vaza Jato”. Moro já esteve no Congresso duas vezes para esclarecer a troca de mensagens. Ele nega qualquer ato ilícito e diz que não há como provar a veracidade do conteúdo.

Veja a repercussão no Twitter:

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