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Ursula von der Leyen defende aumento dos gastos militares na Europa

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, diz que União Europeia precisa reforçar defesa: "Precisamos urgentemente rearmar"

02/03/2025 15:26, atualizado 02/03/2025 16:54
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Foto: Johannes Simon/Getty Images
Ursula von der Leyen defende aumento dos gastos militares na Europa

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou neste domingo (2/3) que a Europa precisa urgentemente aumentar os investimentos em defesa. A declaração foi dada após a cúpula entre líderes europeus em Londres, que teve como principal pauta o apoio à Ucrânia na guerra contra a Rússia.

“Precisamos urgentemente rearmar a Europa”, defendeu a presidente da Comissão Europeia.

Segundo Ursula, os países da União Europeia devem ampliar os gastos militares para fortalecer a segurança do bloco e também para demonstrar aos Estados Unidos que estão preparados para defender a democracia.

“Após um longo período de subinvestimento, agora é extremamente importante aumentar o investimento em defesa por um período prolongado. Precisamos nos preparar para o pior; portanto, elevar os gastos”, declarou.

Ela também destacou que os Estados-membros necessitam de mais espaço fiscal para financiar essa ampliação.

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Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen
Presidente da Comissão Europeia celebra acordo Mercosul-UE
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia
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Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia

Nicolas Economou/NurPhoto via Getty Images
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen

Reprodução/Redes Sociais
Presidente da Comissão Europeia celebra acordo Mercosul-UE
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Presidente da Comissão Europeia celebra acordo Mercosul-UE

Thierry Monasse/ Getty Images

Conflito na Ucrânia e tensões entre EUA e Zelensky

A reunião foi organizada pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e ocorreu poucos dias após bate-boca entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

Durante um encontro na Casa Branca, Trump acusou Zelensky de não demonstrar gratidão pelo apoio militar dos EUA. O episódio encerrou sem a assinatura de um acordo sobre terras raras na Ucrânia, o que aumentou a incerteza sobre a cooperação entre os países.

Veja bate-boca:

Diante desse cenário, Starmer anunciou que o Reino Unido, a França e a Ucrânia trabalharão juntos para elaborar um plano de cessar-fogo no conflito contra a Rússia.

Segundo ele, a proposta será apresentada aos EUA quando estiver concluída. “É realmente importante mantermos nosso foco central, que é a paz duradoura na Ucrânia”, destacou o premiê britânico em entrevista à BBC.

Durante a cúpula, Starmer reforçou a necessidade de intensificar o apoio europeu a Kiev e enfatizou que este é um “momento único de uma geração” para fortalecer a segurança do continente. “Embora a Rússia fale sobre paz, continua com sua agressão implacável”, disse.

Acordo entre líderes europeus

Após o encontro, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que os países europeus concordaram em aumentar os gastos militares e estão “intensificando seus esforços” para fornecer garantias de segurança à Ucrânia.

O premiê britânico defendeu a formação de uma “coalizão dos dispostos” para garantir que a Europa atue de forma conjunta no apoio militar à Ucrânia.

Ele também reforçou que pretende atuar como mediador para restaurar as negociações de paz e buscar uma nova aproximação entre Trump, Zelensky e o presidente francês, Emmanuel Macron.

Starmer destacou a importância da aliança entre os EUA e o Reino Unido. Segundo ele, essa relação é a “mais próxima entre dois países no mundo” e pode ser fundamental para um eventual cessar-fogo, desde que os europeus garantam a segurança da Ucrânia.