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Distrito Federal

Entenda o esquema de descontos do PicPay na folha do servidores do GDF. Veja vídeo

Investigação apura descontos irregulares de R$ 81,7 milhões em salários de servidores, por meio de antecipação salarial ofertada pelo PicPay

19/06/2026 08:17, atualizado 19/06/2026 08:46
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Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Imagem colorida do PicPay

A Operação Juros Zero, deflagrada nesta sexta-feira (19/6) pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para investigar um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores públicos do Distrito Federal, tem entre os alvos o PicPay.

O banco digital é investigado por descontos realizados diretamente nos salários de servidores, aposentados e pensionistas do Governo do Distrito Federal (GDF) por meio de um serviço de antecipação salarial. O caso foi revelado pela coluna Grande Angular.

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Entre os alvos da operação estão o Banco de Brasília (BRB), a BRB Serviços S.A., a Secretaria de Economia do Distrito Federal, o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev-DF), o PicPay e associações ligadas ao caso
A ação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)
As medidas também atingem atuais e ex-dirigentes das instituições investigadas. Entre eles estão Ney Ferraz Júnior e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que está preso
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (19/6), a Operação Juros Zero para investigar suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores públicos do Distrito Federal.
A Operação Juros Zero investiga um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores públicos do Distrito Federal
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A Operação Juros Zero investiga um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores públicos do Distrito Federal

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Entre os alvos da operação estão o Banco de Brasília (BRB), a BRB Serviços S.A., a Secretaria de Economia do Distrito Federal, o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev-DF), o PicPay e associações ligadas ao caso
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Entre os alvos da operação estão o Banco de Brasília (BRB), a BRB Serviços S.A., a Secretaria de Economia do Distrito Federal, o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev-DF), o PicPay e associações ligadas ao caso

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A ação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)
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A ação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)

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As medidas também atingem atuais e ex-dirigentes das instituições investigadas. Entre eles estão Ney Ferraz Júnior e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que está preso
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As medidas também atingem atuais e ex-dirigentes das instituições investigadas. Entre eles estão Ney Ferraz Júnior e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que está preso

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (19/6), a Operação Juros Zero para investigar suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores públicos do Distrito Federal.
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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (19/6), a Operação Juros Zero para investigar suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores públicos do Distrito Federal.

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Segundo inspeção do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), o PicPay descontou R$ 81,7 milhões dos contracheques de servidores do GDF entre 2024 e 2025. Os valores seriam referentes ao serviço de antecipação salarial ofertado ao funcionalismo público a partir de um contrato firmado com a Secretaria de Economia do DF, em setembro de 2024.

O TCDF identificou um “crescimento acentuado e alto volume em nova modalidade de desconto” diretamente na folha de pagamento: a amortização do serviço contratado com o banco digital.

Em 2024, os descontos somaram R$ 11,7 milhões. Já entre janeiro e agosto de 2025, o valor chegou a R$ 70 milhões.

Segundo relatório da Corte de Contas, o PicPay é o único habilitado, desde 2024, para realizar desconto compulsório na folha de pagamento do GDF. A operação é executada pela BRB Serviços S.A., subsidiária do Banco de Brasília (BRB).

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PicPay oferece serviço de antecipação salarial mediante pagamento de taxa, o que é irregular, segundo TCDF
PicPay oferece serviço de antecipação salarial mediante pagamento de taxa, o que é irregular, segundo TCDF
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PicPay oferece serviço de antecipação salarial mediante pagamento de taxa, o que é irregular, segundo TCDF

Material cedido ao Metrópoles
PicPay oferece serviço de antecipação salarial mediante pagamento de taxa, o que é irregular, segundo TCDF
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PicPay oferece serviço de antecipação salarial mediante pagamento de taxa, o que é irregular, segundo TCDF

Material cedido ao Metrópoles

Em fevereiro deste ano, o TCDF determinou a suspensão de novos descontos debitados diretamente em folha e vinculados ao banco digital, após identificar irregularidades envolvendo a aplicação de uma taxa sobre a antecipação salarial.

Operação Juros Zero

Além do PicPay, a operação tem como alvo o Banco de Brasília (BRB), a BRB Serviços S.A., a Secretaria de Economia do Distrito Federal, o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev-DF) e outras associações ligadas ao caso.

As medidas também atingem atuais e ex-dirigentes das instituições investigadas. Entre eles, estão Ney Ferraz Júnior e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que foi preso.

A ação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Por determinação do Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), são cumpridos 50 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em Curitiba (PR) e em São Paulo (SP), onde fica a sede do PicPay.

As investigações apuram a existência de um suposto esquema de irregularidades envolvendo operações relacionadas à folha de pagamento dos servidores do Distrito Federal.

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