BRB se pronuncia sobre operação que investiga descontos em salários
O MPDFT deflagrou, nesta sexta-feira (19/6), operação para investigar descontos irregulares em salários de servidores do GDF

O Banco de Brasília (BRB) se pronunciou sobre a Operação Juros Zero, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que investiga descontos irregulares nos salários de servidores do Governo do Distrito Federal (GDF). Em nota, o BRB declarou que não tem contrato com a PicPay “no contexto da operação realizada na manhã de hoje”.
“O Banco não exerce ingerência sobre a contratação, as condições financeiras e o relacionamento entre servidor e a PicPay, a instituição de pagamento responsável pela oferta dos serviços. Quanto aos empréstimos consignados firmados diretamente com o banco, o BRB observa rigorosamente as margens e os limites estabelecidos pela legislação”, declarou.
Segundo a instituição financeira, a BRB Serviços entrega o Conglomerado BRB mas “não participa do fluxo de lançamento das consignações em relação a PicPay, conforme Decreto n.º 46.103/2024”.
“Importante destacar, ainda, que os fatos sob investigação não dizem respeito à atual administração do BRB. Por fim, o BRB reforça seu compromisso com a integridade, a conformidade e a transparência, e colabora integralmente com as autoridades competentes”, pontuou o banco.
Entre os alvos da operação estão o BRB, a BRB Serviços S.A., a Secretaria de Economia do Distrito Federal, o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev-DF), o PicPay e a Associação dos Servidores Públicos do DF (ASDF).
No caso da ASDF – que não teria estrutura compatível com o volume monetário movimentado –, os descontos saltaram de R$ 3 mil, em 2023, para R$ 1,49 milhão em 2025, crescimento de 48.000%.
A apuração aponta o uso de códigos de “plano de saúde” para mascarar empréstimos com juros, muitas vezes sem autorização dos servidores, além da captação de senhas e tokens pessoais para a inserção de descontos.
Empresas como CBBRAZIL, PEAK e VEMCARD, segundo o MPDFT, teriam operado sobre a mesma arquitetura. Outras empresas e associações estão sendo investigadas. “Os indícios reunidos apontam que o que se descortinou até o momento é apenas uma parcela ínfima das fraudes até então identificadas”, destaca o MPDFT. A VEMCARD é ligada ao Grupo Fictor, envolvida no escândalo do Banco Master.

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