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Mundo

União Europeia boicota madeira e carvão russo em 5ª rodada de sanções

A proibição das importações de carvão entrará em vigor totalmente a partir da segunda semana de agosto

08/04/2022 18:56
iStock
Imagem colorida de bandeiras azuis com estrelas amarelas da União Europeia, dispostas uma ao lado da outra, tremulando, com um prédio ao fundo - Metrópoles

A União Europeia oficializou novas sanções econômicas e comerciais contra a Rússia e anunciou boicote ao carvão, madeira e produtos químicos produzidos no país liderado pelo presidente Vladimir Putin.

As medidas, anunciadas nesta sexta-feira (8/4), impedem que navios e caminhões russos acessem os países do bloco. Na prática, a restrição prejudica imensamente o comércio originado da Rússia.

A União Europeia também proibiu todas as transações com quatro bancos russos. Essa é a quinta rodada de sanções desde a invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro.

A proibição das importações de carvão entrará em vigor totalmente a partir da segunda semana de agosto. Nenhum novo contrato pode ser assinado a partir desta sexta-feira.

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, esteve em Bucha, cidade próxima a Kiev, que sofreu um massacre russo. Ela declarou apoio à Ucrânia.

“O mundo inteiro está de luto pelo povo de Butcha, e são eles que estão defendendo as fronteiras da Europa, a humanidade e a democracia”, frisou.

Ursula Von der Leyen completou: “A Rússia decairá financeira e tecnologicamente, enquanto a Ucrânia caminhará rumo a um futuro europeu”.

A Rússia baniu 15 organizações não governamentais de direitos humanos sob o argumento de “violações da legislação atual”. Entidades como Anistia Internacional e a Human Rights Watch foram punidas.

Nesta sexta-feira (8/4), o Ministério da Justiça da Rússia revogou o registro das organizações. O Kremlin não detalhou quais seriam essas supostas violações.

O anuncio do governo russo ocorreu após a Human Rights Watch denunciar “vários casos de forças militares russas cometendo violações das leis de guerra” na Ucrânia.

A Rússia nega as alegações de crimes de guerra e afirma que não ataca civis de forma deliberada.

A medida do presidente Vladimir Putin afetou instituições alemãs, norte-americanas, britânicas, polonesa e suíça.