Ucrânia: cidade portuária de Mariupol enfrenta bloqueio dos russos

Prefeito da cidade confirmou que tropas russas minaram mantimentos e recursos. Ele busca cessar-fogo para retirar população em segurança

atualizado 05/03/2022 3:19

cidade portuária Mariupol, na Ucrânia DW/Reprodução

De acordo com Vadym Boichenko, prefeito da cidade ucraniana de portos Mariupol, o local enfrenta bloqueios e ataques implacáveis das tropas russas. Por ter posição estratégica no fornecimento de insumos para todo o país, na costa do Mar de Azov, que banha tanto a Ucrânia quanto a Rússia, o território está sob frequentes ataques.

Boichenko afirmou à agência AFP que já não há mais água ou luz para a população. O suprimento alimentar também está quase no fim.

“Nossa prioridade é o estabelecimento de um cessar-fogo para que possamos restaurar a infraestrutura vital e estabelecer um corredor humanitário para levar alimentos e remédios para a cidade”, explicou o prefeito.

Ele afirma que o exército de Putin tem destruído trens e pontes que permitiriam a fuga da população.

A prioridade é garantir a segurança dos 400 mil moradores de Mariupol, que tem sido alvo tático importante para o domínio do território ucraniano.

Com a conquista da cidade, as tropas russas teriam contato com a península da Crimeia, anexada em 2014, e com as regiões separatistas de Donetsk e Luhansk, no leste.

“Eles destruíram todas as pontes, destruíram os trens para impedir que nossas mulheres, crianças, idosos saíssem. Eles nos impedem de nos abastecermos. Eles procuram impor um bloqueio, como em Leningrado [São Petersburgo]”, denunciou Boichenko.

Sem luz, água ou aquecimento

Segundo o gestor ucraniano, os russos estão destruindo a infraestrutura crítica de suporte à vida, deliberadamente, nos últimos sete dias. “Não temos luz, água ou aquecimento”, completou.

De acordo com os comunicados divulgados pelas lideranças da cidade portuária, os militares russos também impedem a saída de civis que tentam fugir do cenário de guerra.

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