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A Ucrânia concluiu neste sábado (28/3) acordos de cooperação em defesa com o Catar e os Emirados Árabes Unidos. Negociações foram feitas durante passagem do presidente Volodimir Zelensky pelo Oriente Médio, em meio a escalada das tensões na região.
O Ministério da Defesa do Catar informou em comunicado que Doha e Kiev assinaram um acordo de cooperação em defesa que prevê, entre outros pontos, a troca de conhecimento na luta contra mísseis e sistemas aéreos não tripulados.
Ao mesmo tempo, os países do Golfo buscam diversificar suas capacidades militares diante de um cenário regional instável e da crescente dependência de sistemas de defesa avançados. A aproximação revela uma convergência pragmática: a Ucrânia precisa de apoio político, financeiro e tecnológico, enquanto as monarquias do Golfo procuram soluções rápidas para ameaças aéreas cada vez mais sofisticadas.
“Trata-se de uma parceria de 10 anos. Já assinamos o acordo com a Arábia Saudita e acabamos de assinar um acordo semelhante de 10 anos com o Catar […] Também vamos assinar um acordo de 10 anos com os Emirados Árabes Unidos. Isso acontecerá nos próximos dias”, declarou Volodimir Zelensky a jornalistas em uma coletiva de imprensa online.
Zelensky havia visitado anteriormente os Emirados Árabes Unidos e se reunido com o presidente Mohammed bin Zayed Al Nahyan. Os dois países concordaram em cooperar em questões de segurança e defesa.
Tecnologia de drones
Enquanto a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que já deixou mais de 2 mil mortos, abalou os mercados globais e praticamente fechou o Estreito de Ormuz, a Ucrânia oferece sua experiência em defesa antiaérea e sua tecnologia de drones aos países da região.
Zelensky espera obter apoio dos países do Golfo na guerra travada pela Ucrânia contra a Rússia, em um momento em que a ajuda militar ocidental enfrenta novas incertezas e Kiev busca recursos para cobrir seu déficit orçamentário e financiar sua produção de armas.
Mais de 200 especialistas militares e de segurança ucranianos foram enviados para orientar países do Oriente Médio sobre como interceptar ataques de drones, que causaram danos significativos a infraestruturas energéticas.
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