Trump estende por mais 10 dias trégua em ataques a usinas do Irã
Donald Trump suspende ofensivas a infraestruturas energéticas do Irã até 6 de abril e aposta em negociações, apesar de impasse e incertezas
atualizado
Compartilhar notícia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta quinta-feira (26/3), que vai adiar por mais 10 dias o período de trégua nos ataques a instalações de energia do Irã, em meio a uma tentativa de manter aberta a via diplomática no conflito no Oriente Médio.
“Conforme solicitado pelo governo iraniano, informo que estou suspendendo o período de destruição da usina nuclear por 10 dias, até segunda-feira, 6 de abril de 2026, às 20h (horário do leste dos EUA)”, anunciou Trump.
A decisão foi divulgada em publicação na rede Truth Social. Trump também indicou que as negociações seguem em curso e adotou tom otimista sobre o avanço das tratativas, apesar do histórico recente de impasses.
O republicano afirmou que o diálogo “está indo muito bem”, contrariando avaliações mais cautelosas que circulam no cenário internacional.
Novo recuo de Trump
Esta é a segunda vez que Trump amplia o prazo da trégua para pressionar o Irã a negociar e evitar novos ataques às estruturas energéticas do país. No último sábado (21/3), ele chegou a ameaçar “obliterar” as usinas iranianas caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto em até 48 horas.
Dois dias depois, o republicano concedeu um primeiro adiamento de cinco dias e afirmou que as conversas para encerrar a guerra estavam “muito boas e produtivas”. Agora, o estadunidense amplia a janela diplomática por mais 10 dias.
Em reunião de gabinete, ele declarou que os líderes iranianos estariam pressionando por um entendimento, mas não garantiu disposição de Washington em encerrar o conflito.
Nos bastidores, os Estados Unidos chegaram a enviar uma proposta com 15 pontos para encerrar a guerra, incluindo exigências sobre o programa nuclear iraniano, limites a mísseis e a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz.
O plano, no entanto, foi rejeitado pelo governo iraniano, que o classificou como “excessivo e desconectado da realidade”.
A chancelaria iraniana também apresentou contrapropostas, sustentando que não aceitará condições impostas unilateralmente. Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, afirmou que o que ocorre atualmente são apenas conversas indiretas e que os Estados Unidos “reconhecem a derrota” ao insistir em negociações nesse formato.






