Trump promete “inferno” se Irã não chegar a um acordo, diz Casa Branca
Porta-voz de Donald Trump, Karoline Leavitt diz que negociações continuam, mas alerta para nova escalada militar caso Irã não recue
atualizado
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O governo dos Estados Unidos elevou o tom contra o Irã nesta quarta-feira (25/3) ao afirmar que o presidente Donald Trump está pronto para “desencadear o inferno” caso não haja avanço em acordo de paz no Oriente Médio.
A declaração foi feita pela secretária de imprensa Karoline Leavitt. Porta-voz de Donald Trump, ela afirmou que as negociações entre Washington e Teerã seguem em andamento, apesar de sinais de impasse.
“Se o Irã não aceitar a realidade do momento atual, o presidente garantirá que seja atingido com mais força do que jamais foi”, disse Karoline Leavitt durante coletiva. “O presidente Trump não blefa e está preparado para desencadear o inferno.”
Segundo a porta-voz, o governo norte-americano ainda vê espaço para entendimento, mas não descarta nova escalada militar.
Irã rejeita proposta norte-americana
A fala ocorre após o Irã rejeitar proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos, com mediação do Paquistão, e divulgar suas próprias condições para encerrar o conflito.
Ainda assim, a Casa Branca sustenta que as negociações continuam “produtivas”, com base em um plano que inclui exigências sobre o programa nuclear iraniano e limitações militares.
O cenário se agravou desde a morte do aiatolá Ali Khamenei, após bombardeios realizados por forças norte-americanas e israelenses no fim de fevereiro. Depois do episódio, o cenário ganhou novos contrastes, após o comando do país ficar nas mãos de outro membro da família Khamenei.
Mojtaba Khamenei, filho do antigo líder, foi quem assumiu o posto de novo aiatolá, frustrando expectativas de colapso interno do regime.
De acordo com a Casa Branca, Trump considera que o enfraquecimento militar iraniano cria janela para forçar concessões. Autoridades norte-americanas indicam que o presidente pode ordenar novos ataques contra alvos estratégicos e lideranças remanescentes caso Teerã mantenha a recusa em cooperar.
Do lado iraniano, o discurso também é de resistência. O governo afirma que não aceitará imposições unilaterais e sustenta que o desfecho da guerra não será ditado por Washington.






