EUA ameaça atacar líderes do Irã após fracasso em negociações
De acordo com a Casa Branca, a atual liderança do Irã tem mais uma oportunidade de negociar um acordo com os EUA antes de ser atacada
atualizado
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode ordenar um ataque contra autoridades remanescentes no Irã, agora comandado pelo aiatolá Mojtaba Khamenei, caso o governo iraniano não aceite cooperar com o país norte-americano. A ameaça foi divulgada nesta quarta-feira (25/3) pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
Ao comentar a recente — e fracassada — tentativa de negociação com o Irã, Leavitt afirmou que Trump usou o “enfraquecimento do regime iraniano” para forçar as novas lideranças do país persa a negociar. E, diante da recusa de Teerã, o líder dos EUA deu “mais uma oportunidade” à atual liderança do país.
“Os elementos remanescentes do regime iraniano têm mais uma oportunidade de cooperar com o presidente Trump”, disse a porta-voz da Casa Branca.
“Não é necessário haver mais mortes e destruição, mas, se o Irã não aceitar a realidade do momento atual, se eles entendem que têm derrotado os militares e vão continuar, Donald Trump garantirá que eles sejam atingidos com mais força do que jamais foram antes”, completou.
Desde a morte do aiatolá Ali Khamenei, nos primeiros bombardeios norte-americanos e israelenses em 28 de fevereiro, havia a expectativa de que o atual governo do Irã fosse se enfraquecer.
Apesar disso, as lideranças iranianas que não foram assassinadas rapidamente indicaram Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como o novo líder supremo do país.
O pronunciamento da Casa Branca surge horas após o Irã negar uma proposta apresentada pelos EUA, com mediação do Paquistão, para encerrar a guerra no Oriente Médio.
Como resposta, Teerã divulgou suas próprias condições para um possível fim do conflito. Além disso, o governo do Irã afirmou que Trump não “ditará o fim da guerra”, e que o mesmo deverá ser feito pelo lado iraniano.
