Israel ignora trégua de Trump e diz que vai continuar atacando o Irã
Mais cedo, Donald Trump anunciou que EUA interromperia ataques contra infraestruturas energéticas do Irã por um período de 5 dias
atualizado
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ignorou a trégua com o Irã anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e disse que o país persa vai continuar sendo atacado. A declaração do premier israelense foi divulgada nesta segunda-feira (23/3) pelo gabinete.
Em um comunicado, Netanyahu revelou ter conversado com Trump sobre o possível acordo entre EUA, Israel e Irã. Segundo o premier, o líder norte-americano “acredita que existe uma oportunidade de aproveitar as conquistas extraordinárias que alcançamos” para tal avanço.
Ainda assim, o líder israelense disse que vai continuar atacando o Irã, e o Hezbollah no Líbano para garantir os “interesses vitais” de Israel.
“Ao mesmo tempo, continuamos a atacar tanto o Irã quanto o Líbano. Estamos destruindo o programa de mísseis e o programa nuclear, e continuamos a infligir duros golpes ao Hezbollah”, disse.
Mais cedo, Trump anunciou uma pausa nos ataques dos EUA contra instalações infraestruturas energéticas do Irã. A medida vale por 5 dias. Em uma publicação na rede social Truth, ele alegou que a trégua surgiu após conversas entre Washington e Teerã.
O governo iraniano, por sua vez, negou qualquer tipo de negociação com a administração Trump, assim como uma pausa no conflito.
A guerra no Oriente Médio entrou no seu 24º dia nesta segunda-feira. Após os ataques dos EUA e Israel, que resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei, o governo iraniano não recuou.
Além de escolher Mojtaba Khamenei como o novo líder supremo do país, frustando qualquer planos norte-americano ou israelense de mudança de regime, o Irã tem atacado diversos países no Oriente Médio.
Os alvos são bases militares e instalações ligadas aos EUA, espalhadas principalmente por nações do Golfo Pérsico.
Outra resposta iraniana, que mexeu com a economia mundial, foi o bloqueio no Estreito de Ormuz — local onde 20% da produção mundial de petróleo é escoada.
Por conta da crise no setor petrolífero, Trump chegou a retirar sanções contra o petróleo não só do Irã, como também da Rússia. O líder norte-americano ainda fez um apelo direto a aliados dos EUA da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), e pediu ajuda da aliança militar para reabrir Ormuz.
Depois do fechamento do estreito, aberto somente para países não aliados dos EUA e Israel, segundo o governo iraniano. Desde então, o preço do petróleo disparou, e chegou a ultrapassar a casa dos US$ 100 dólares por barril.
