Trump diz que EUA e Irã vão assinar acordo de paz neste domingo (14/6)
Segundo Donald Trump, Estreito de Ormuz será reaberto logo após a assinatura do acordo de paz entre EUA e Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o acordo de paz com o Irã será assinado amanhã. A informação foi divulgada pelo líder norte-americano neste sábado (13/6).
“O acordo está previsto para ser assinado amanhã”, disse Trump em um comunicado divulgado na rede social Truth.
Segundo o líder norte-americano, o Estreito de Ormuz, canal bloqueado pelo Irã desde fevereiro por onde cerca de 20% do petróleo mundial é escoado, será liberado logo após a assinatura do acordo.
Mais cedo, o governo do Paquistão, que nos últimos meses atuou como o principal mediador nas discussões entre Washington e Teerã, disse que o pacto seria formalizado nas próximas 24 horas.
Os detalhes do acordo
Os detalhes sobre o acordo de paz ainda não são totalmente públicos. Ainda assim, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, revelou alguns pontos do pacto de paz com os EUA.
Segundo o chanceler iraniano, o acordo será dividido em duas partes. A primeira delas será a assinatura de um memorando de entendimento entre Washington e Teerã — uma espécie de documento preliminar que formaliza os termos de um documento final. Nesta fase, segundo Araghchi, estão previstos:
- A reabertura do Estreito de Ormuz e a criação de um mecanismo de taxas na via marítima, controlada pelo Irã.
- Um novo cessar-fogo por 60 dias para discussões sobre a segunda fase do acordo.
- O fim da guerra no Líbano e o recuo de tropas de Israel.
- Desbloqueio de ativos iranianos congelados no exterior.
- O fim do bloqueio dos EUA contra portos do Irã.
Apesar de Trump alegar que o acordo construirá uma “muralha que impedirá a obtenção de armas nucleares” por parte do Irã, autoridades do país persa afirmam que discussões relacionadas ao programa nuclear iraniano só devem após a implementação da primeira fase do pacto.
Mesmo assim, os dois lados anteciparam que uma das questões mais delicadas nas negociações, relativa ao urânio enriquecido iraniano — que pode ser utilizado para a construção de armas nucleares — parece ter sido resolvida.
Durante as conversas, os EUA cobravam que o urânio altamente enriquecido no Irã fosse retirado do país, e diluído no exterior. Inicialmente, Teerã relutou em aceitar a ideia, mas recuou e concordou em destruir seus estoques.
Isso, contudo, deve ser feito dentro do território iraniano, e não no exterior, como cobrava a administração norte-americana.


