Trump diz não ter percebido ataque: “Quis ver o que estava acontecendo”

Trump diz que hesitou em deixar o jantar após pedidos dos agentes do Serviço Secreto. “Não facilitei o trabalho deles”, reconhece

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President Trump Makes a Statement From White House After Possible Shooting At WHCA Dinner
1 de 1 President Trump Makes a Statement From White House After Possible Shooting At WHCA Dinner - Foto: Foto: Al Drago/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo (26/4) que não saiu imediatamente ao ouvir os tiros durante o jantar com jornalistas correspondentes da Casa Branca, na noite desse sábado (25/4), porque não percebeu, de início, que se tratava de um ataque. “Queria ver o que estava acontecendo”, diz ele.

Em entrevista ao programa “60 Minutes” da rede CBS, o republicano, que teve de ser retirado às pressas do local do evento, em Washington D.C., declarou que ficou sem entender os pedidos iniciais dos agentes do Serviço Secreto: “Não facilitei o trabalho deles”.

“E nessa altura, começamos a perceber que, talvez, fosse um problema sério, um tipo diferente de problema, grave, e diferente do ruído normal de um salão de eventos, que se ouve o tempo todo”, descreve ele.

Depois, Trump disse que os agentes, no momento em que deixou o local, pediram para que ele e a primeira-dama, Melania, se abaixassem e deitassem no chão. A postura dele, segundo o próprio Trump, atrasou a ação dos agentes.

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Agentes de segurança após o presidente dos Estados Unidos Donald Trump ser retirado às pressas do jantar anual com jornalistas correspondentes da Casa Branca em Washington
Jantar com correspondentes da Casa Branca terminou com tiros
Agentes de segurança após o presidente dos Estados Unidos Donald Trump ser retirado às pressas do jantar anual com jornalistas correspondentes da Casa Branca em Washington
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Jantar do presidente dos Estados Unidos com correspondentes da Casa Branca terminou com tiros

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Agentes de segurança após o presidente dos Estados Unidos Donald Trump ser retirado às pressas do jantar anual com jornalistas correspondentes da Casa Branca em Washington

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Jantar com correspondentes da Casa Branca terminou com tiros
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Agentes de segurança após o presidente dos Estados Unidos Donald Trump ser retirado às pressas do jantar anual com jornalistas correspondentes da Casa Branca em Washington

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Vice-presidentes dos EUA, J.D. Vance, após jantar com correspondentes da Casa Branca terminar após tiros
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Ataque a tiros em jantar com Trump

Trump e outras autoridades do alto-escalão do governo dos Estados Unidos participaram, nesse sábado, do jantar anual para os correspondentes da Casa Branca. Essa foi a primeira participação do republicano em todos os anos que presidiu o país.

O evento foi interrompido bruscamente pelo Serviço Secreto, em meio ao barulho de tiros vindo do lado de fora do salão. O jantar ocorreu no hotel Hilton Washington.

Diante dos sons de tiros, agentes de segurança se aproximaram de Trump, Melania e demais integrantes da cúpula do governo norte-americano que estavam por perto para que fossem retirados do local, pois havia um homem armado do lado de fora.

O engenheiro Cole Tomas Allen, de 31 anos, foi identificado como sendo o autor dos disparos. Ele foi preso no hotel e segue sob custódia.

Atirador pretendia atingir integrantes do governo Trump

Segundo investigações preliminares, Allen mirava Trump e outras autoridades do governo que participavam do jantar. O engenheiro, que mora na cidade de Torrence, na Califórinia, onde trabalhava como professor, enviou um “manifesto” a familiares, momentos antes de iniciar a ação.

No texto, por e-mail, ele pediu perdão, expressou críticas ao governo e, em tom de desabafo, em relação a gestão de Donald Trump, disse que um sentimento de raiva tomava conta dele momentos antes do ataque.

“Ah, e se alguém estiver curioso para saber como é fazer algo assim: é horrível. Dá vontade de vomitar; dá vontade de chorar por todas as coisas que eu queria fazer e nunca vou fazer, por todas as pessoas cuja confiança isso traiu; sinto raiva só de pensar em tudo o que este governo fez”, disse Allen.

“Ódio aos cristãos”, diz Trump

Segundo Trump, o manifesto contém “ódio aos cristãos”. O republicano descreveu Allen como “uma pessoa doente” e um “lobo solitário”.

Segundo o chefe do Departamento de Justiça, Todd Blanche, acredita-se que o atirador tenha viajado de trem de Los Angeles para Chicago e, de lá, seguiu para Washington D.C., onde fez check-in no mesmo hotel onde o evento estava sendo realizado.

As duas armas de fogo que ele portava teriam sido adquiridas nos últimos dois anos.

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