Obama se manifesta sobre ataque a tiros em jantar com Donald Trump
Em publicação nas internet, Obama diz que é preciso “rejeitar a ideia de que a violência tenha qualquer lugar” na democracia norte-americana
atualizado
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O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse, neste domingo (26/4), que é necessário “rejeitar a ideia de que a violência tenha qualquer lugar em nossa democracia” depois do ataque a tiros em jantar com jornalistas correspondente da Casa Branca, do qual participava o presidente Donald Trump.
Na noite desse sábado, um atirador, identificado como Cole Allen, engenheiro de 31 anos, interrompeu o evento realizado em Washington D.C.. Trump foi retirado às pressas do jantar pelo Serviço Secreto. Allen foi preso e um agente foi atingido pelos disparos, mas socorrido com vida.
“Embora ainda não tenhamos detalhes sobre os motivos do tiroteio de ontem à noite no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, é nossa obrigação rejeitar a ideia de que a violência tenha qualquer lugar em nossa democracia”, declarou.
Obama chamou a ação de “lembrete impactante do sacrifício” dos agentes de segurança. O ex-presidente dos EUA também se disse grato porque o agente atingido está bem.
“É também um lembrete impactante da coragem e do sacrifício que os agentes do Serviço Secreto dos EUA demonstram diariamente. Sou grato a eles”, disse em publicação no X.
Ataque a tiros em jantar com Trump
Trump, a primeira-dama Melania e outros integrantes do alto escalão do governo norte-americano participaram do jantar anual dos jornalistas correspondentes da Casa Branca, realizado no hotel Hilton Washington. Durante o evento, foram ouvidos tiros, e Trump e as demais autoridades foram retiradas às pressas da mesa sobre o palco.
Segundo informações preliminares, o atirador atuava como professor na cidade de Torrance, na Califórnia, e foi até a capital norte-americana, com a intenção de realizar o ataque.
Segundo o chefe do Departamento de Justiça, Todd Blanche, acredita-se que o atirador tenha viajado de trem de Los Angeles para Chicago e, de lá, seguiu para Washington D.C., onde fez o check-in no mesmo hotel onde o evento estava sendo realizado.
As duas armas de fogo que Cole Allen portava teriam sido adquiridas nos últimos dois anos. Segundo Blanche, o atirador tinha como alvo, além do próprio presidente, outros integrantes do governo Trump.
Após o incidente, em entrevista na Casa Branca, Trump disse que o atirador, detido pelo Serviço Secreto, é uma “pessoa doente” e acredita que ele tenha agido sozinho. “Um lobo solitário”, descreveu.

















