Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mundo

Trump debocha de líderes mundiais: "Nos ligam e puxam meu saco"

O presidente ainda afirmou que os países estão "morrendo de vontade de fechar um acordo com os EUA"

09/04/2025 07:13, atualizado 09/04/2025 07:48
Win McNamee/Getty Images
Imagem colorida do presidente Donald Trump

O presidente Donald Trump disse que os líderes mundiais estão “kissing my ass” (puxando meu saco ou beijando meu traseiro, na tradução literal) na tentativa de fechar um acordo com os Estados Unidos depois que ele impôs um super tarifaço a parceiros comerciais em todo o mundo.

“Estou te falando, esses países estão nos ligando, puxando o meu saco. Eles estão doidos para fazer um acordo. ‘Por favor, por favor, senhor, me deixe fazer um acordo'”, disse em um jantar do Comitê Nacional Republicano do Congresso (NRCC) na noite dessa terça-feira (8/4).

Trump ressaltou que os países estão “morrendo de vontade de fechar um acordo” com os EUA. Ele também criticou os republicanos que se manifestam contra seus planos tarifários.

“Vejo algum republicano rebelde, algum sujeito que quer se exibir, dizer: ‘Acho que o Congresso deveria assumir as negociações'”, disse Trump. “Deixe-me dizer: você não negocia como eu negocio.”

O discurso de Trump ocorreu em um contexto econômico de fortes perdas de mercado e temores de uma recessão após suas tarifas.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

A China foi a mais afetada, com uma tarifa de 104% sobre todas as importações a partir desta quarta-feira (9/4). Isso ocorre depois que a China prometeu “lutar até o fim” na guerra comercial.

Nesta quarta, o governo chinês anunciou que tomará “medidas firmes e contundentes para proteger seus direitos e interesses legítimos“.

Tarifas recíprocas

Na noite de terça, Trump defendeu suas tarifas “recíprocas” anunciadas em 2 de abril, afirmando que os EUA se sairão “muito melhor” economicamente como resultado.

Trump acrescentou que vários países desejam negociar um acordo com os EUA para evitar o pagamento das chamadas tarifas do “Dia da Libertação”. Japão, Coreia do Sul e Itália estariam entre os países afetados que agora tentam chegar a um novo acordo comercial com os EUA.

Com informações da Newsweek.