Trump culpa Irã por fracasso em negociações: “Nunca terá arma nuclear”

Negociações de paz entre EUA e Irã duraram cerca de 20 horas. O objetivo era chegar a um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio

atualizado

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Donald Trump durante pronunciamento na TV
1 de 1 Donald Trump durante pronunciamento na TV - Foto: Alex Brandon-Pool/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, culpou o Irã pelo fracasso nas negociações de paz. Segundo o republicano, o país foi “inflexível” na principal demanda americana no acordo: o fim do programa nuclear iraniano.

Em publicação na Truth Social, neste domingo (12/4), o republicano disse que houve avanços em outros pontos, mas que a questão nuclear — “a única que realmente importava” — impediu o acordo.

“Meus três representantes foram muito amigáveis ​​e respeitosos com os representantes do Irã, mas isso não importa, porque eles foram inflexíveis quanto à questão mais importante e, como sempre disse desde o início, há muitos anos, o Irã nunca terá uma arma nuclear”, escreveu.

A reunião entre autoridades dos dois países ocorreu entre sábado (11/4) e domingo (12) em Islamabad, no Paquistão, e durou cerca de 20 horas. O encontro tinha como objetivo avançar nas negociações para encerrar a guerra no Oriente Médio, mas terminou sem entendimento.

“O Irã não está disposto a abrir mão de suas ambições nucleares! Em muitos aspectos, os pontos acordados são melhores do que continuarmos nossas operações militares até o fim, mas nada disso importa comparado a permitir que a energia nuclear esteja nas mãos de um povo tão volátil, difícil e imprevisível”, acrescentou Trump.

Versão iraniana

Do lado iraniano, a agência de notícias Tasnim informou que não houve acordo por causa de “exigências descabidas” dos Estados Unidos. Segundo a publicação, a delegação do país insistiu em preservar os interesses nacionais durante as negociações.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, culpou os EUA pelo fracasso das negociações de cessar-fogo no Paquistão, afirmando que as autoridades norte-americanas não conseguiram conquistar a confiança da delegação iraniana.

“Meus colegas da delegação iraniana apresentaram iniciativas promissoras, mas, no fim, o lado oposto não conseguiu conquistar a confiança da delegação iraniana nesta rodada de negociações”, escreveu Ghalibaf no X, neste domingo (12/4).

Apesar do impasse, o ministro de Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, ressaltou que o país continuará mediando as negociações para o fim da guerra entre os Estados Unidos e o Irã.

Ele pediu que os países sigam comprometidos com o cessar-fogo na região e defendeu que o diálogo entre EUA e Irã continue “nos próximos dias”, sob mediação do Paquistão.

Medidas no Estreito de Ormuz

Após o fracasso das negociações, Trump anunciou medidas “com efeito imediato” envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo.

“Instruí nossa Marinha a buscar e interceptar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã. Ninguém que pagar um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar. Qualquer iraniano que atirar contra nós, ou contra embarcações pacíficas, será explodido! O Irã sabe, melhor do que ninguém, como acabar com esta situação que já devastou o país”, afirmou.

De acordo com Trump, o bloqueio contará com a participação de outros países e que as Forças Armadas estão prontas para “terminar o pouco que resta do Irã”, alegando que a infraestrutura militar de Teerã já estaria devastada.

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