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Mundo

Trump chama Xi Jinping de "negociador muito duro" em reunião na Coreia do Sul

Em coletiva de imprensa antes do encontro, Trump disse que a expectativa é de uma “reunião muito bem-sucedida” com o líder chinês

30/10/2025 00:13, atualizado 30/10/2025 00:30
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Foto: Andrew Harnik/Getty Images
imagem colorida do encontro entre Trump e Xi Jinping na Coreia do Sul

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, se encontraram em Gyeongju, na Coreia do Sul, para tratar da guerra tarifária entre os dois países. Antes da conversa, o republicano disse esperar uma “reunião muito bem-sucedida”, mas classificou o líder chinês como um “negociador muito duro”.

O encontro ocorre na noite desta quarta-feira (29/10), pelo horário de Brasília – manhã de quinta pelo horário local da Coreia do Sul. Os dois líderes estão no país para participar da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec).

Antes de entrar para o encontro reservado, os dois presidentes falaram à imprensa. Xi Jinping ressaltou que é natural haver divergências entre o país dele e os EUA. “Dadas as nossas diferentes condições nacionais, nem sempre concordamos em tudo, e é normal que as duas principais economias do mundo tenham atritos de vez em quando”, afirmou Xi.

O presidente norte-americano, por outro lado, demonstrou otimismo ao indicar que acredita entrar em acordo, pelo menos, em relação a alguns pontos que hoje são motivos de discórdia entre EUA e China.

“Teremos algumas discussões. Acho que já concordamos com muitas coisas e vamos concordar com mais algumas agora mesmo”, disse Trump.

O presidente dos EUA está acompanhado de alguns dos principais auxiliares: secretário do Tesouro, Scott Bessent; secretário de Estado, Marco Rubio; secretário de Comércio, Howard Lutnick; chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles; e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.

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Encontro entre Trump e Xi Jinping, na Coreia do Sul
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Donald Trump e Xi Jinping
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Guerra comercial

  • Desde 2024, a rivalidade entre as potências evoluiu de um conflito tarifário para uma disputa estratégica por hegemonia tecnológica e energética.
  • Washington ampliou controles sobre exportações de chips de inteligência artificial, enquanto Pequim restringiu a venda de minerais críticos usados em eletrônicos e equipamentos militares.
  • A Casa Branca ameaça, agora, impor tarifas de até 155% sobre produtos chineses, caso não haja recuo.
  • Trump tenta recuperar credibilidade após um mês de paralisação do governo, enquanto Xi busca projetar estabilidade e poder de negociação.

Negociação comercial

O primeiro encontro desde que Trump retornou à Casa Branca pode ser interpretado como uma tentativa de reposicionar as relações entre Washington e Pequim em meio a um impasse que vai além do comércio. As duas maiores economias do mundo chegam à mesa de negociações pressionadas por crises internas e interesses globais divergentes.

O republicano aposta em um acordo rápido que reduza tarifas e alivie o peso político de uma guerra comercial impopular entre agricultores e industriais americanos. Xi, por sua vez, chega fortalecido, após consolidar poder interno e expandir a presença chinesa na Ásia, na África e na América Latina.