Trump diz que navios que furarem bloqueio em Ormuz serão “eliminados“
Após início do bloqueio no Ormuz, Trump reforça ameaça de que vai “eliminar” navios que tentarem passar pelo estreito
atualizado
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os navios iranianos que furarem o bloqueio imposto pelos Estados Unidos ao Estreito de Ormuz serão “eliminados“. O republicano declarou que o Exército dos EUA iniciou o bloqueio da passagem às 11h, no horário de Brasília, desta segunda-feira (13/4).
Em post nas redes sociais, o chefe da Casa Branca ameaçou qualquer tentativa do regime iraniano de romper com o bloqueio. “A Marinha do Irã jaz no fundo do mar, completamente destruída – 158 navios. O que não atingimos foi o pequeno número de seus chamados ‘navios de ataque rápido’, pois não os consideramos uma grande ameaça”, disse.
“Aviso: se algum desses navios se aproximar do nosso BLOQUEIO, será imediatamente ELIMINADO, usando o mesmo sistema de eliminação que usamos contra os traficantes de drogas em barcos no mar”, continuou Trump.
Em sua conta oficial no X, a Casa Branca reafirmou a posição do presidente norte-americano. Veja:
“Warning: If any of these ships come anywhere close to our BLOCKADE, they will be immediately ELIMINATED, using the same system of kill that we use against the drug dealers on boats at Sea.” – President Donald J. Trump 🇺🇸 pic.twitter.com/Gj9nFCfG8T
— The White House (@WhiteHouse) April 13, 2026
EUA anuncia bloqueio de Ormuz
Em meio à escalada da tensão no Oriente Médio, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês) afirmou que bloquearia o Estreito de Ormuz a partir da manhã de hoje. A medida foi anunciada neste fim de semana, após os países não chegarem a um consenso sobre o fim da guerra na região.
“O bloqueio será aplicado imparcialmente contra embarcações de todas as nações que entrarem ou saírem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã”, diz a publicação do Centcom.
EUA, Israel e Irã se reuniram no Paquistão para negociarem os termos do cessar-fogo do conflito que já dura mais de um mês no Oriente Médio. As negociações, contudo, fracassaram. O principal ponto de tensão foi a questão nuclear iraniana – os EUA exigem que os trabalhos desse tipo seja encerrados, enquanto o Irã defende sua continuação.
Em meio às indefinições e à ausência de um acordo entre os países, Washington declarou que tomaria o controle da passagem marítima localizada no Irã e que vivou tema central das hostilidades no Golfo Pérsico.
Desde a ação coordenada entre EUA e Israel que culminou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, o Irã aumentou o controle sobre a passagem marítima, restringindo a passagem a navios do país e a outras nações consideradas aliadas.
Essa restrição geral uma instabilidade mundial e aumentou o preço do petróleo, já que cerca de 20% da commodity comercializada em todo o mundo trafega por Ormuz. O aumento da restrição causou ainda receio no mercado financeiro sobre um possível desabastecimento do combustível, o que elevou o preço do petróleo.






