Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mundo

Tribunal Penal de Haia investigará Rússia por bombardeios na Ucrânia

A Ucrânia pede que o governo russo seja responsabilizado por "manipular a noção de genocídio para justificar a agressão"

28/02/2022 17:57
Vyacheslav Madiyevskyy/Ukrinform/Future Publishing via Getty Images
Um veículo militar danificado é retratado nos arredores de Kharkiv, nordeste da Ucrânia - Metrópoles

O Tribunal Penal Internacional, em Haia, irá investigar a guerra na Ucrânia. O procurador Karim Khan determinou a abertura do inquérito, que pode responsabilizar a Rússia pela invasão.

A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (28/2). O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já havia anunciado que o país entrou com uma ação contra os invasores, no domingo (27/2).

A Ucrânia pede que o governo russo seja responsabilizado por “manipular a noção de genocídio para justificar a agressão”.

“Decidi prosseguir com a abertura de uma investigação sobre a situação na Ucrânia, o mais rapidamente possível”, comentou o procurador, nesta segunda-feira, de acordo com agências internacionais de notícias.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

A Ucrânia vive o quinto dia de ataques. Kiev, capital e coração do poder, e Kharkiv, segunda maior cidade ucraniana, estão sob forte bombardeio. Civis foram alvejados pelas tropas russas.

“Continuarei acompanhando de perto os desenvolvimentos no território da Ucrânia, e mais uma vez peço contenção e estrita adesão às regras aplicáveis do direito humanitário internacional”, ponderou.

Tribunal Penal de Haia investigará Rússia por bombardeios na Ucrânia - destaque galeria
12 imagens
Medidas de segurança são tomadas enquanto o ministro de Assuntos Internos da Ucrânia, Denys Monastyrskyi, fala com membros da imprensa na capital ucraniana, Kiev
Posto de controle em Kiev, Ucrânia
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, assina o contrato do país pedido de adesão à União Europeia
O Conselho de Segurança da ONU votou para realizar uma rara sessão especial de emergência da Assembleia Geral para discutir o ataque da Rússia à Ucrânia
Quatro navios de guerra, o navio de abastecimento Tender "Elbe" (l), um caça-minas e dois caça-minas deixam o porto de Kiel para reforçar o flanco norte da Otan no Mar Báltico
Segurança reforçada na capital ucraniana, Kiev
1 de 12

Segurança reforçada na capital ucraniana, Kiev

Aytac Unal/Agência Anadolu via Getty Images
Medidas de segurança são tomadas enquanto o ministro de Assuntos Internos da Ucrânia, Denys Monastyrskyi, fala com membros da imprensa na capital ucraniana, Kiev
2 de 12

Medidas de segurança são tomadas enquanto o ministro de Assuntos Internos da Ucrânia, Denys Monastyrskyi, fala com membros da imprensa na capital ucraniana, Kiev

Aytac Unal/Agência Anadolu via Getty Images
Posto de controle em Kiev, Ucrânia
3 de 12

Posto de controle em Kiev, Ucrânia

Chris McGrath/Getty Images
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, assina o contrato do país pedido de adesão à União Europeia
4 de 12

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, assina o contrato do país pedido de adesão à União Europeia

Presidência Ucraniana/Agência Anadolu via Getty Images
O Conselho de Segurança da ONU votou para realizar uma rara sessão especial de emergência da Assembleia Geral para discutir o ataque da Rússia à Ucrânia
5 de 12

O Conselho de Segurança da ONU votou para realizar uma rara sessão especial de emergência da Assembleia Geral para discutir o ataque da Rússia à Ucrânia

Michael M. Santiago/Getty Images
Quatro navios de guerra, o navio de abastecimento Tender "Elbe" (l), um caça-minas e dois caça-minas deixam o porto de Kiel para reforçar o flanco norte da Otan no Mar Báltico
6 de 12

Quatro navios de guerra, o navio de abastecimento Tender "Elbe" (l), um caça-minas e dois caça-minas deixam o porto de Kiel para reforçar o flanco norte da Otan no Mar Báltico

Axel Heimken/picture aliança via Getty Images
As forças de segurança ucranianas em Kiev
7 de 12

As forças de segurança ucranianas em Kiev

Aytac Unal/Agência Anadolu via Getty Images
Membros das forças ucranianas inspecionam carros para tomar nota se algo parece suspeito
8 de 12

Membros das forças ucranianas inspecionam carros para tomar nota se algo parece suspeito

Aytac Unal/Agência Anadolu via Getty Images)
Cartazes pedindo paz e fim da guerra em frente à Embaixada da Ucrânia
9 de 12

Cartazes pedindo paz e fim da guerra em frente à Embaixada da Ucrânia

Matheus Veloso/Metrópoles
Edifício atingido
10 de 12

Edifício atingido

Leon Klein/Agência Anadolu via Getty Images
Veículos destruídos são vistos no Kievsky Rayonda de Donetsk, que está sob controle de separatistas pró-Rússia
11 de 12

Veículos destruídos são vistos no Kievsky Rayonda de Donetsk, que está sob controle de separatistas pró-Rússia

Forças aerotransportadas russas em Zdvyzhivka, Ucrânia
12 de 12

Forças aerotransportadas russas em Zdvyzhivka, Ucrânia

Maxar Technologies/Getty

Acusações na ONU

Durante a sessão emergencial da Assembleia Geral Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir a punição da Rússia e de seu presidente, Vladimir Putin, após a invasão da Ucrânia, embaixadores dos países em confronto trocaram acusações. É apenas a 10ª vez que uma reunião do tipo é feita na história do grupo.

Líderes estão reunidos no início da tarde desta segunda-feira (28/2) na sede da ONU, em Nova York. Líderes da ONU pediram um cessar-fogo e defenderam a diplomacia.

O embaixador da Ucrânia na ONU, Sergiy Kyslytsya, denunciou que a Rússia teria cometido crimes de guerra durante os combates. Segundo ele, civis, hospitais, escolas, orfanatos e até ambulâncias foram alvos das tropas russas.

“Os conflitos têm paralelos que podem ser feitos com a 2ª Guerra Mundial. A Rússia comete crimes de guerra”, afirmou o diplomata ucraniano. Segundo ele, são ao menos 5 mil mortos, entre civis e soldados.

O embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, falou logo após o diplomata ucraniano. Ele rebateu as falas do homólogo, defendeu o prisma russo da situação e disse que há uma guerra de informação contra o país.

Ele desmentiu o embaixador ucraniano. “Forças russas não estão atacando áreas civis. A infraestrutura ucraniana não está sendo atacada”, salientou.

A sessão emergencial foi aprovada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A movimentação político-diplomática é uma represália após uma resolução que exigia a retirada imediata das tropas russas do território ucraniano ser vetada por causa de somente um voto contra que veio justamente da Rússia.

Arte/MetrópolesMapa regiões atacadas Ucrânia
Mapa ilustra os locais onde o país foi atacado

Pedido de investigação

Zelensky defende a punição no ato de guerra. “A Ucrânia entrou oficialmente com uma ação contra a Rússia no Tribunal Internacional de Justiça da ONU, em Haia. Exigimos que a Rússia seja responsabilizada por distorcer o conceito de genocídio para justificar a agressão”, escreveu o presidente ucraniano.

O presidente da Ucrânia também solicitou que o órgão marque uma conversa entre as partes. “Pedimos ao tribunal que ordene imediatamente à Rússia que cesse as hostilidades e agende uma audiência na próxima semana”, escreveu.

“Solicitamos uma decisão urgente ordenando que a Rússia cesse a atividade militar agora e esperamos que os julgamentos comecem na próxima semana”, assinalou Zelensky.