Putin fica mais isolado após G7 também excluir bancos russos do Swift

EUA e a Comissão Europeia aplicaram contra a Rússia a mesma sanção, que é considerada a mais dura penalidade econômica

atualizado 27/02/2022 13:13

Adam Schultz/Casa Branca

O presidente russo, Vladimir Putin, ficou ainda mais isolado no mercado financeiro após o G7, grupo que reúne as maiores economias do mundo, determinar a exclusão de bancos russos do sistema Swift, principal sistema bancário do mundo.

Líderes do grupo informaram que aliados ocidentais decidiram cortar “certos bancos russos”. A declaração em texto conjunto foi publicada pela presidência da França. O texto não especificou quais bancos foram afetados pela decisão.

O comunicado acrescentou que uma força-tarefa transatlântica será criada em breve para coordenar as sanções contra a Rússia.

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No sábado (27/2), os Estados Unidos e a Comissão Europeia aplicaram contra a Rússia a mesma sanção, que é considerada a mais dura penalidade econômica.

Sem essa tecnologia, os russos ficam impossibilitados de receber e enviar dinheiro para fora do país. Isso dificulta negociações internacionais, como de importação e exportação.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comentou os efeitos do banimento em transmissão.

“Todas essas medidas vão diminuir de forma significativa a possibilidade de Putin financiar sua guerra. Ele embarcou num caminho de destruir a Ucrânia, mas ele está destruindo também o futuro do seu país”, defendeu Ursula.

Rússia avança

Neste domingo (27/2), as tropas russas entraram na segunda maior cidade da Ucrânia, Kharkiv. Além disso, mísseis balísticos atingem refinaria e gasoduto em território ucraniano.

O governo russo afirmou que uma delegação teria sido enviada a Belarus para discutir termos de um acordo de paz com a Ucrânia. Os ucranianos, entretanto, alegaram que as ofertas foram declinadas “categoricamente”. Depois disso, Zelensky divulgou a mensagem no Twitter.

Diante do aceno por mais conflito, o governo ucraniano entrou com uma ação contra os invasores no Tribunal Internacional de Justiça da Organização das Nações Unidas (ONU), em Haia

“A Ucrânia entrou oficialmente com uma ação contra a Rússia no Tribunal Internacional de Justiça da ONU, em Haia. Exigimos que a Rússia seja responsabilizada por distorcer o conceito de genocídio para justificar a agressão”, escreveu o presidente ucraniano.

Zelensky também solicitou que o órgão marque uma conversa entre as partes. “Pedimos ao tribunal que ordene imediatamente à Rússia que cesse as hostilidades e agende uma audiência na próxima semana”, escreveu.

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