Tarifaço: Macron diz que UE deve buscar acordo “mutuamente aceitável”

O presidente francês Emmanuel Macron desaprovou a imposição das tarifas de 30% sobre as exportações da UE para os Estados Unidos

atualizado

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Imagem colorida dos presidentes Emmanuel Macron e Donald Trump
1 de 1 Imagem colorida dos presidentes Emmanuel Macron e Donald Trump - Foto: Chip Somodevilla/Getty Images

O presidente da França, Emmnuel Macron, afirmou, neste sábado (12/7), que desaprova o anúncio referente à imposição de tarifas de 30% sobre as exportações da União Europeia (UE) aos Estados Unidos (EUA).

Em comunicado nas redes sociais, o líder francês disse apoiar o bloco europeu nas negociações com o governo de Donald Trump para chegar a um acordo “mutuamente aceitável” até 1º de agosto, quando a medida deve entrar em vigor.

“Com a unidade europeia, cabe mais do que nunca à Comissão afirmar a determinação da União em defender resolutamente os interesses europeus”, defendeu Macron.

O presidente da França ressaltou que, se não chegar a um acordo até a data-limite, a União Europeia deve usar todos os instrumentos disponíveis, incluindo a anti-coerção, para “acelerar a preparação de contramedidas cíveis” contra os EUA.

“Com base nisso, a França apoia totalmente a Comissão Europeia nas negociações, que agora se intensificarão, para chegar a um acordo mutuamente aceitável até 1º de agosto, refletindo o respeito que parceiros comerciais como a União Europeia e os Estados Unidos devem uns aos outros, com seus interesses compartilhados e cadeias de valor integradas”, concluiu.

UE se pronuncia sobre tarifaço

Mais cedo, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertou que continuará buscando um acordo com os Estados Unidos (EUA) após o anúncio da imposição de tarifas de 30% sobre produtos do bloco. Apesar da abertura para o diálogo, von der Leyen também criticou a medida trumpista e indicou a possibilidade de aplicar contramedidas proporcionais.

Em publicação no X, von der Leyen disse que o tarifaço “prejudicaria empresas, consumidores e pacientes em ambos os lados do Atlântico”. “Continuaremos trabalhando para chegar a um acordo até 1º de agosto”, declarou ela.

Outro parceiro comercial dos EUA que entrou na mira de Trump foi o México, com uma taxação de 30% sobre as exportações mexicanas aos norte-americanos. As novas alíquotas também passam a valer em 1º de agosto.

O governo mexicano, por meio do secretário de Economia, Marcelo Ebrard, classificou como “injusta” a sanção comercial imposta pelos Estados Unidos. Para reverter o tarifaço, o México informou que uma comitiva negocia com os EUA uma alternativa que “permita proteger empresas e empregos em ambos os lados da fronteira”.

As cartas anunciando as tarifas foram divulgadas na Truth Social, rede social do presidente norte-americano. Assim como nos últimos comunicados, Trump adotou um tom mais político e não focou em dar explicações no campo econômico.

O tarifaço

Desde segunda-feira (7/7), Trump tem notificado oficialmente os países sobre a implementação de tarifas unilaterais na importação de produtos e bens. Com as cartas para México e UE, 24 parceiros foram taxados.

O Brasil foi o maior prejudicado pela sanção comercial de Trump, com uma taxa de 50%. O governo federal defendeu a soberania nacional e se mostrou aberto para negociar com os norte-americanos.

Confira a lista dos afetados pelo tarifaço:

  1. Brasil: 50%
  2. Laos: 40%
  3. Myanmar: 40%
  4. Camboja: 36%
  5. Tailândia: 36%
  6. Bangladesh: 35%
  7. Sérvia: 35%
  8. Indonésia: 32%
  9. África do Sul: 30%
  10. Argélia: 30%
  11. Bósnia e Herzegovina: 30%
  12. Iraque: 30%
  13. Líbia: 30%
  14. México: 30%
  15. União Europeia: 30%
  16. Sri Lanka: 30%
  17. Brunei: 25%
  18. Cazaquistão: 25%
  19. Coreia do Sul: 25%
  20. Japão: 25%
  21. Malásia: 25%
  22. Moldávia: 25%
  23. Tunísia: 25%
  24. Filipinas: 20%

*Todas as tarifas entram em vigor a partir de 1º de agosto.

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