Sob bombardeio, músicos de Kharkiv transferem concerto para bunker

Grupo de instrumentistas tenta trazer esperança no subsolo da segunda maior cidade do país, bombardeada constantemente pelo exército russo

atualizado 26/03/2022 20:10

Reprodução/Twitter

Um grupo de músicos ucranianos trouxe conforto aos ouvidos dos cidadãos de Kharkiv neste sábado (26/3), em meio aos bombardeios constantes da ofensiva russa. Na segunda maior cidade do país, instrumentistas ofereceram um concerto ao público que circula no subsolo e aos refugiados abrigados no metrô da cidade.

A apresentação foi pensada em homenagem ao Kharkiv Music Fest, maior festival de música clássica da Ucrânia. O evento estava previsto para ocorrer neste sábado, na Filarmônica de Kharkiv. Contudo, o local foi atingido por mísseis russos no início deste mês. Longe dos salões, o concerto foi transferido para o subsolo da cidade, protegido dos ataques aéreos.

Segundo a agência France-Presse, três violinistas, um violoncelista e um contrabaixista tocaram canções populares e o hino do país para os cidadãos protegidos do bombardeio constante, em cima das escadas de mármore de uma das maiores estações de metrô da cidade, perto da fronteira com a Rússia.

Maria Avdeeva, diretora de uma instituição apartidária focada em relações governamentais ucranianas, registrou o momento em que os instrumentistas tocaram a música Prayer for Ukraine (oração pela Ucrânia, em tradução livre).

Veja o vídeo:

No Twitter, ela fez um depoimento sobre o momento comovente. “Não foi minha primeira vez na cidade do metrô de Kharkiv, mas provavelmente a mais emocionante”, escreveu. “Por causa do show e também após falar com crianças que vivem no subsolo há mais de um mês. Apesar de todas as dificuldades, as pessoas estão cheias de otimismo e esperança, e isso me dá força.”

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As autoridades ucranianas apontam que a intensidade dos ataques russos se encontra em uma escalada assombrosa, inclusive com hospitais, escolas, casas e abrigos como alvo. Ao menos quatro grandes cidades ucranianas estão em colapso. Faltam água, luz, aquecimento, comunicação (internet e telefone) e comida.

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