Putin não pode permanecer no poder, defende Biden na Polônia

Presidente do EUA, Joe Biden, disse que as sanções aplicadas contra a Rússia têm objetivo de "minar a força militar" do país

atualizado 26/03/2022 16:39

Andrzej Duda e Joe Biden passam soldados poloneses em revistaOmar Marques/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, afirmou que a Rússia “estrangula a democracia” em discurso neste sábado (26/3). O mandatário participa de agenda na Polônia durante o fim de semana.

“Hoje a Rússia estrangula a democracia. E estão fazendo isso não somente em sua própria terra”, disse Biden sobre a invasão da Ucrânia por tropas militares russas, sob comando do presidente Vladimir Putin.

Durante o discurso, Biden afirmou que todos os países têm responsabilidade com o povo ucraniano. Ele disse ainda que as sanções aplicadas contra a Rússia têm objetivo de “minar a força militar” do país.

“O rublo [moeda russa] foi praticamente reduzido às cinzas. Duzentos rublos equivalem a um dólar, a economia está parcelada pela metade. Anteriormente, a Rússia era a 11ª economia do mundo. Em breve, não estará mais entre as 20 principais. Essas sanções visam minar a força militar russa”, ressaltou.

O presidente dos EUA afirmou que Putin é o “culpado” pelo sofrimento do povo ucraniano e ressaltou que o líder russo deve deixar o poder. Biden também se dirigiu à parcela da população russa que tem se posicionado contra a invasão da Ucrânia.

“Não me surpreende que haja 200 mil russos saindo do país em um mês. O povo russo não é nosso inimigo. Duvido que vocês aceitem a morte de pessoas inocentes, que escolas sejam bombardeadas com mísseis e bombas russas, que cidades sejam cercadas de modo que civis não possam fugir. Essas não são as ações de uma grande nação”, pontuou.

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Refugiados

Biden também descreveu a visita que fez na manhã deste sábado a um centro de refugiados no Estádio Nacional de Varsóvia. “Hoje visitei um estádio com milhares de refugiados ucranianos. As perguntas deles eram: o que vai acontecer comigo e com a minha família?”, disse.

O presidente norte-americano elogiou a ação das autoridades polonesas e a “generosidade” da população, que tem recebido milhares de refugiados ucranianos desde o inicio da guerra.

De acordo com a Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), 3,7 milhões de pessoas deixaram a Ucrânia no último mês. Do total, 2,2 milhões estão na Polônia.

Na sexta-feira (25/3), Biden afirmou que os Estados Unidos receberão 100 mil refugiados ucranianos e oferecerão US$ 1 bilhão (cerca de R$ 4,8 bilhões) em ajuda humanitária ao país.

A visita à Polônia ocorre depois da participação do norte-americano na reunião emergencial da Otan, na quinta-feira (24/3) — exatamente um mês após o início da invasão russa. A Polônia sugeriu que a Rússia seja excluída do G20, o grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo e a União Europeia. A medida foi apoiada pelos Estados Unidos.

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