Sanções de Trump: EUA amplia ofensiva e chega a nomes do governo Lula

EUA revogou vistos de dois servidores do governo do Brasil por atuação no programa Mais Médicos

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1 de 1 Imagem colorida mostra Marco Rubio e Donald Trump - Metrópoles - Foto: Andrew Harnik/Getty Images

O governo dos Estados Unidos voltou a subir o tom contra o Brasil e anunciou novas sanções que atingiram nomes ligados ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Desta vez, duas figuras relacionadas ao programa Mais Médicos tiveram seus vistos norte-americanos cancelados.


Novas sanções

  • O governo dos Estados Unidos anunciou novas sanções contra dois brasileiros, agora impedidos de entrar no país comandado por Donald Trump.
  • Os funcionários do governo brasileiro perderam seus vistos por suas atuações no Mais Médicos.
  • Segundo a administração norte-americana, o programa serviu como forma de Cuba driblar o embargo econômico dos EUA contra o país.

Em um comunicado, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que o país tomou medidas contra funcionários dos governos de Brasil, Cuba, Granada e nações africanas envolvidos no programa Mais Médicos. Além disso, servidores da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) foram alvo da sanção.

No Brasil, foram sancionados Mozart Julio Tabosa Sales, atual secretário do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, ex-coordenador-geral da COP30. Os dois integravam o órgão federal responsável pela saúde pública quando o programa foi implementado no Brasil.

Apesar de ter suprido a escassez de médicos em regiões remotas do Brasil, os EUA classificaram o Mais Médicos como um “esquema de exportação de trabalho forçado” por parte de Cuba.

Ao anunciar as sanções, o Departamento de Estado dos EUA disse que o programa foi utilizado para driblar o embargo econômico norte-americano contra Cuba, em vigor desde a década de 1960 e alvo de críticas internacionais. 

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Isso porque o acordo que trouxe o programa para o país, ainda na administração de Dilma Rousseff, previa que a remuneração dos profissionais não era feita diretamente pelo Brasil. Os salários eram enviados pelo governo federal à OPAS, que repassava as quantias ao governo de Cuba, responsável pelos contratos e pagamento final dos médicos.

Muitos profissionais de saúde que atuaram no Brasil alegaram, na época, que não recebiam o valor integral pago pelo país ao governo cubano – que ficava com parte dos salários.

“Esses indivíduos [alvos das sanções] foram responsáveis ou ajudaram o esquema coercitivo de exportação de mão de obra do regime cubano, que explora trabalhadores médicos cubanos por meio de trabalho forçado. Esse esquema enriquece o regime cubano corrupto e priva o povo cubano de cuidados médicos essenciais”, disse Rubio ao anunciar a retaliação.

Padilha defende o Mais Médicos

Logo após o anúncio da retaliação que atingiu os servidores brasileiros, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, saiu em defesa do Mais Médicos.

De acordo com Padilha, o programa salva vidas e “é aprovado por quem mais importa: a população brasileira”. Em uma publicação no X, o ministro ainda afirmou que o Brasil não vai se curvar a quem ataca “as vacinas, os pesquisadores e a ciência”.

Nova rodada de cancelamentos

A nova rodada de cancelamento de vistos parece não ter ligação com a retaliação que atingiu oito ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em julho deste ano, na tentativa de interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

Desta vez, porém, a sanção contra os brasileiros foi um “acerto pessoal” de Rubio contra Cuba, conforme apurou a coluna Igor Gadelha, do Metrópoles.

Filho de imigrantes cubanos, o atual chefe da diplomacia norte-americana tem um histórico de críticas contra o regime cubano desde que atuava no Congresso dos EUA.

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