Sanções contra Rússia são “crime” e “loucura”, afirma Nicolás Maduro

Presidente da Venezuela manifestou "forte apoio" a Vladimir Putin em ligação feita para o líder russo na última terça (28/2)

atualizado 02/03/2022 21:57

presidente da venezuela Nicolas MaduroReprodução/Governo da Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, voltou a defender o líder russo Vladimir Putin em meio à invasão da Ucrânia. Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, ele afirmou que as sanções impostas a Rússia são “crime” e “loucura”.

“Eles os tiraram do sistema [bancário] Swift, fecharam o espaço aéreo, fecharam todos os laços comerciais, fecharam e proibiram o uso do dólar. O que estão fazendo com a Rússia é uma loucura”, disse Maduro.

O presidente estadunidense Joe Biden já anunciou o fechamento do espaço aéreo dos EUA para aviões russos. Além disso, afirmou que o Departamento de Justiça norte-americano criou uma força-tarefa para ir atrás de bens de oligarcas russos.

Biden não descartou a possibilidade de impor sanções ao petróleo e gás russos. “Nenhuma possibilidade está fora de cogitação”, resumiu. Maduro, porém, se manifestou favorável às negociações de cessar-fogo: “Aspiramos a resultados favoráveis que restabeleçam a paz e a estabilidade nessa região”.

O venezuelano é apoiador declarado do presidente Putin. Na última quarta-feira (23/2), após encontro com ministros, fez um pronunciamento para TV venezuelana e defendeu: “A Venezuela está com Putin, está com a Rússia, está com as causas corajosas e justas do mundo e vamos nos aliar cada vez mais”.

Já nessa terça-feira (1º/3), os líderes conversaram sobre “parcerias estratégicas” e a “situação na Ucrânia”, segundo divulgou o Kremlin. Putin teria relatado ao homólogo venezuelano a operação militar no país vizinho e voltou a destacar a intenção de promover a “desmilitarização e desnazificação” da Ucrânia.

Já Maduro teria expressado o apoio à Rússia e condenado as “atividades desestabilizadoras dos Estados Unidos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)”. O líder latino-americano afirmou: “Notei no presidente Putin serenidade, sabedoria, fortaleza moral”.

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