Rússia bloqueia WhatsApp por “atividades terroristas” no país

O órgão disse ainda que o aplicativo é um dos principais serviços usados ​​para fraudar e extorquir dinheiro de cidadãos

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Cheng Xin/Getty Images
Foto de celular mostrando o logo da empresa Meta, dona do Instagram e Facebook
1 de 1 Foto de celular mostrando o logo da empresa Meta, dona do Instagram e Facebook - Foto: Cheng Xin/Getty Images

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou, em uma coletiva de imprensa, que o aplicativo de mensagens instantânea WhatsApp foi banido da Rússia. A informação foi divulgada pela agência de notícias estatal Tass, nesta quinta-feira (12/2).

“Quanto ao bloqueio do WhatsApp, nossos reguladores de fato anunciaram tal decisão e a implementaram devido à relutância da Meta em cumprir a lei russa”, disse Peskov.

A agência reguladora de telecomunicações do país, a Roskomnadzor, afirma que o aplicativo de mensagens instantâneas tem sido usado para organizar e realizar atividades terroristas no país.

O órgão disse ainda que o aplicativo é um dos principais serviços usados ​​para fraudar e extorquir dinheiro de cidadãos.

Entretanto, Peskov afirmou que “o WhatsApp pode ser totalmente restaurado se o aplicativo cumprir as normas russas e estiver disposto ao diálogo”.

Ameaças

A Roskomnadzor cumpriu a ameaça feita no final de novembro do ano passado. A agência deu a mesma justificativa, de que a plataforma é usada na Rússia para “organizar e realizar atos terroristas no país, recrutar seus executores e para fraude e outros crimes”.  Na ocasião, a Meta negou ter desrespeitado a legislação russa e afirmou que o Kremlin tenta “violar os direitos do povo a ter uma comunicação segura”.

Poucos meses antes, em agosto, o governo russo decidiu restringir chamadas de áudio e vídeo no WhatsApp e no Telegram, sob argumento de que essa é uma forma de “combater criminosos”. A alegação é de que chamadas realizadas nos aplicativos têm sido usadas para criminosos aplicarem golpes no país, além de servirem como meio para envolver cidadãos em “atividades de sabotagem e terrorismo”.

Em resposta, em setembro, a Meta, que também é proprietária do Facebook e Instagram, disse que baniu veículos de comunicação estatais russos RT, Rossiya Segodnya e TV-Novosti pela acusação de interferência estrangeira.

“Após cuidadosa consideração, expandimos nossa aplicação contínua contra veículos de comunicação estatais russos: Rossiya Segodnya, RT e outras entidades relacionadas agora estão banidas de nossos aplicativos globalmente por atividade de interferência estrangeira”, disse a Meta, em um comunicado.

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