Rússia bloqueia funcionamento do WhatsApp em todo o país

Moscou afirma que aplicativo infringe as leis, mas Kremlin também quer impulsionar uso de app russo sem criptografia

atualizado

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WhatsApp
1 de 1 WhatsApp - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O governo da Rússia confirmou, nessa quinta-feira (12/2), o bloqueio integral do aplicativo de mensagens WhatsApp no país. De acordo com o Kremlin, a medida foi tomada porque o software da gigante americana Meta não estaria cumprindo a legislação local.

“Devido à recusa da Meta de seguir a lei russa, essa decisão foi tomada e implementada”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, sugerindo que a população do país substitua o WhatsApp pelo Max, aplicativo de mensagens do governo da Rússia.

“O Max é uma alternativa acessível, um serviço de mensagens em desenvolvimento, um aplicativo de mensagens nacional, e está disponível no mercado para os cidadãos como alternativa”, acrescentou Peskov.

Críticos afirmam que o Max seria uma ferramenta de espionagem, o que as autoridades russas negam. Fornecido pela gigante russa de tecnologia VK, o software não oferece, por exemplo, a encriptação total nas conversas.

Na quarta-feira à noite (11/2), o WhatsApp já havia denunciado, na rede social X, tentativa do governo da Rússia de “bloquear completamente” os serviços “de forma a obrigar as pessoas a utilizarem uma aplicação de vigilância estatal”, referindo-se ao Max.

Sanções também ao Telegram

A medida contra o WhatsApp, aplicativo de mensagens instantâneas mais popular da Rússia, é o resultado de longa pressão sobre a Meta, que já havia sido designada como organização extremista dentro da Rússia.

“Tentar privar mais de 100 milhões de usuários de comunicação privada e segura é um retrocesso que só pode reduzir a segurança das pessoas na Rússia”, acrescentou a empresa de Mark Zuckerberg. A meta também controla as redes sociais Facebook e Instagram.

Domínios associados ao WhatsApp desapareceram do registro nacional russo, o que significa que os dispositivos dentro do país deixaram de receber os endereços IP do aplicativo e só podem ser acessados usando uma rede privada virtual (VPN).

Nesta semana, a Roskomnadzor, agência de regulação russa, também reduziu a velocidade do aplicativo Telegram, acusando-o de violar a lei do país. A Anistia Internacional classificou a decisão como um ato de censura, tal como o fundador do Telegram, o russo Pavel Durov.

No verão passado, a Rússia já havia proibido os usuários de fazerem chamadas telefônicas por meio do Telegram e do WhatsApp.

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