Rubio chama de “mentira” fala de Zelensky sobre garantias de segurança
Marco Rubio, secretário de Estados dos EUA, nega exigência sobre Donbas e diz que apoio só virá após fim da guerra entre Rússia e Ucrânia
atualizado
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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, acusou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de mentir ao afirmar que Washington condiciona garantias de segurança à cessão da região de Donbas à Rússia. A declaração foi dada nesta sexta-feira (27/3), durante sua agenda com os ministros das Relações Exteriores do G7.
Segundo Rubio, a fala de Zelensky distorce o que foi discutido entre as partes, e ressaltou que esse ponto não está condicionado à entrega de territórios.
“Isso é mentira. E eu o vi dizer isso, e é lamentável que ele diga isso, porque ele sabe que não é verdade e não foi isso que lhe disseram. O que lhe disseram foi o óbvio: garantias de segurança não vão entrar em vigor até que haja o fim da guerra, porque, caso contrário, você estaria se envolvendo diretamente no conflito“, declarou.
O secretário de Trump afirmou ainda que não há imposição norte-americana sobre decisões territoriais da Ucrânia. Segundo ele, o papel de Washington tem sido apenas apresentar as demandas russas e tentar identificar um possível ponto de equilíbrio entre os lados.
Zelensky x EUA
- As declarações ocorrem após Zelensky afirmar, em entrevista, que os Estados Unidos estariam prontos para formalizar garantias de segurança apenas caso Kiev concorde em se retirar de toda a região de Donbas, no leste ucraniano.
- A área estratégica é reivindicada pela Rússia.
- O ucraniano também criticou a postura do governo de Donald Trump, afirmando que Washington tem aumentado a pressão sobre Kiev em vez de priorizar negociações equilibradas.
- Segundo ele, o foco estadunidense no conflito com o Irã influencia diretamente essa estratégia.
Nos bastidores, Estados Unidos, Rússia e Ucrânia já realizaram três rodadas de negociações em 2026, em encontros em Abu Dhabi e Genebra, sem avanços concretos até o momento.
Enquanto isso, o presidente russo, Vladimir Putin, mantém como condição central o controle total da região de Donbas — objetivo que Moscou afirma poder alcançar militarmente, caso não haja acordo.






