Rubio diz que operação no Irã pode acabar “em questão de semanas”
Marco Rubio afirma que ofensiva avança acima do esperado e que conflito com Irã pode ser concluído sem tropas terrestres mesmo com entraves
atualizado
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Em meio a recuos diplomáticos e incertezas no comando político em Washington, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta sexta-feira (27/3) que a guerra contra o Irã deve terminar em questão de semanas, e não meses.
“Como o Departamento de Guerra tem reiteradamente destacado, estamos dentro do cronograma ou até mesmo adiantados nessa operação e esperamos concluí-la no momento apropriado, em questão de semanas, não meses”, disse Rubio.
Segundo Rubio, a operação está dentro do cronograma — ou até adiantada — e pode ser concluída no momento considerado apropriado pelo governo norte-americano. Ele destacou ainda que os objetivos estratégicos estão sendo alcançados sem a necessidade de envio de tropas terrestres.
Contradições
- As declarações ocorrem em um momento de instabilidade na condução política da guerra.
- Nessa quinta-feira (26/3), Donald Trump anunciou a ampliação por mais 10 dias da trégua em ataques a instalações energéticas do Irã, em uma tentativa de manter aberta a via diplomática.
- A decisão marca o segundo recuo em menos de uma semana.
- Dias antes, Trump havia estabelecido um ultimato de 48 horas para a reabertura do Estreito de Ormuz, sob ameaça de novos ataques. Em seguida, recuou ao conceder uma pausa de cinco dias, agora ampliada.
- O próprio presidente adotou um tom mais cauteloso ao comentar a possibilidade de acordo, admitindo incerteza sobre a viabilidade das negociações.
- Do lado iraniano, uma proposta norte-americana de 15 pontos, mediada pelo Paquistão, foi rejeitada.
- O plano previa limitações ao programa nuclear e ao arsenal de mísseis, sendo considerado incompatível com a realidade pelo Irã.
De acordo com o braço direito de Donald Trump, os Estados Unidos pretendem destruir a marinha e a força aérea iranianas, além de comprometer significativamente os lançadores de mísseis, com o objetivo de impedir que o país volte a utilizá-los como proteção para o desenvolvimento de armas nucleares.
Apesar da confiança no avanço militar, mais de mil soldados adicionais foram deslocados para o Oriente Médio. Rubio afirmou que a decisão atende à necessidade de preparo para diferentes cenários, sem especificar quais seriam essas contingências.






