Reunião entre Trump e Netanyahu termina sem resultados definitivos

De acordo com Donald Trump, reunião com o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, foi focada em discutir as negociações entre EUA e Irã

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1 de 1 Imagem colorida de Netanyahu cumprimentando Trump - Metrópoles - Foto: Joe Raedle/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “nada de definitivo” foi alcançado durante a nova reunião com o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, realizada em Washington. O encontro, que durou cerca de três horas, ocorreu nesta quarta-feira (11/2).

Em uma publicação divulgada na rede social Truth, o líder norte-americano afirmou que as recentes negociações nucleares entre EUA e Irã foram temas centrais na nova reunião com Netanyahu — a sétima desde que reassumiu a Casa Branca, em janeiro de 2025.

“Foi uma reunião muito produtiva, e a excelente relação entre nossos países continua”, escreveu Trump. “Nada de definitivo foi alcançado, além da minha insistência em que as negociações com o Irã prossigam para verificar se um acordo pode ser concretizado. Caso seja possível, informei ao Primeiro-Ministro que essa será a nossa preferência. Caso contrário, teremos que aguardar o desfecho”.

Na mensagem, o presidente dos EUA voltou a ameaçar o Irã, e sinalizou que o país persa pode voltar a ser alvos de ataques norte-americanos caso não aceite um acordo com Washington.

“Da última vez, o Irã decidiu que era melhor não fazer um acordo e foi atingido pela Operação Martelo da Meia-Noite — o que não funcionou bem para eles. Espero que desta vez sejam mais razoáveis ​​e responsáveis”, disse.

Até o momento o teor completo da reunião não foi divulgado pelos EUA ou Israel. Trump, porém, revelou que a questão da paz na Faixa de Gaza também esteve em pauta nas conversas com o premiê israelense.

Anteriormente, o gabinete do primeiro-ministro israelense informou que a visita de Netanyahu à Washington tinha como objetivo não discutir somente o programa nuclear iraniano, visto como uma ameaça para Israel. Além do assunto, temas como o programa de mísseis balísticos do Irã, e o apoio a grupos regionais como o Hamas e Hezbollah, também seriam levados ao presidente dos EUA.

No último dia 6 de fevereiro, Washington e Teerã voltaram a mesa de negociações na tentativa de resolver o impasse que cerca o programa nuclear iraniano. Depois de Trump retirar os EUA de um acordo nuclear com o Irã em 2017, o líder norte-americano tem pressionado o governo do aiatolá Ali Khamenei a firmar um novo pacto neste sentido.

Alguns pontos, porém, travam as negociações. O maior deles é o desejo norte-americano de que o Irã pare de enriquecer urânio, a matéria prima para a construção de armas nucleares.

Estimativas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) apontam que o país tem mais de 400 kg de urânio enriquecido a 60%, um nível muito próximo ao necessário para a fabricação de armas atômicas.

Para o Irã, contudo, enriquecer urânio para fins pacíficos é um direito legítimo da nação. 

Na tentativa de contornar a pressão dos EUA, Teerã afirmou que poderia diluir os estoques de urânio enriquecido a 60%, em troca do levantamento de sanções norte-americanas que atingem a economia do país.

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