Governo do Irã admite mais de 3 mil mortes durante protestos no país
De acordo com o governo do aiatolá Ali Khamenei, 3.117 pessoas morreram durante os protestos que tomaram conta do Irã
atualizado
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Pela primeira vez, o governo do Irã admitiu mais de 3 mil mortes durante os recentes protestos que tomaram conta do país, cujas principais reivindicações dizem respeito à crise econômica e às condições sociais no país. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (21/1) na mídia estatal iraniana.
De acordo com a agência IRNA, 3.117 pessoas morreram nas manifestações que já duram 24 dias. Desse número, Teerã afirma que 2.427 eram militares das forças de segurança e civis. O restante seriam manifestantes.
O número, porém, contrasta com dados apresentados por organizações de direitos humanos. Segundo a ONG Ativistas de Direitos Humanos no Irã (HRA), o número de mortos durante os atos chegou a 4.519. A maioria deles, 4.251, seria civis.
Desde o fim de 2025, a administração do aiatolá Ali Khamenei enfrenta um de seus maiores desafios recentes. Por conta da situação econômica no país, iranianos ocuparam as ruas de diversas cidades do país, e iniciaram uma onda de atos que acabaram em violência.
Os atos têm sido fortemente reprimidos por autoridades locais, que ainda acusam atores internacionais de estarem por trás dos protestos. Segundo Teerã, os Estados Unidos estariam financiando iranianos dentro do próprio país, com o objetivo de que estes criassem um cenários de caos para desestabilizar o Irã.
A partir daí, Washington poderia realizar alguma interferência no país, conforme Donald Trump vinha ameaçando. De acordo com o presidente norte-americano, os EUA estavam prontos para agir no Irã, a fim de evitar mortes de manifestantes. No último dia 14 de janeiro, contudo, ele recuou e disse ter recebido informações de que os assassinatos no Irã estavam “parando”.
Nos últimos dias, os atos esfriaram, apesar de gestos contra o atual governo iraniano continuarem sendo registrados por organizações internacionais.
