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Mundo

Quase 600 crianças foram mortas ou feridas no Líbano em um mês

Levantamento foi feito pelo Unicef, que também indicou que 390 mil crianças estão desalojadas

10/04/2026 07:08
Reprodução/ONU
Capital do Líbano, Beirute, foi bombardeada por Israel

A agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para a infância, Unicef, divulgou que quase 600 crianças foram mortas ou feridas no Líbano desde o início da guerra entre Israel e o Hezbollah, em 2 de março.

Só na quarta-feira (8/4), no ataque mais mortal no Líbano, 33 crianças foram mortas e quase 153 ficaram feridas. 

“O Unicef ​​está recebendo relatos de crianças sendo retiradas dos escombros, enquanto outras permanecem desaparecidas e separadas de suas famílias. Muitas estão traumatizadas, tendo perdido entes queridos, suas casas e qualquer sensação de segurança. Em todo o país, mais de um milhão de pessoas foram desalojadas, incluindo cerca de 390 mil crianças, muitas pela segunda, terceira ou até quarta vez’, diz o comunicado.

O Unicef destacou ainda que o direito humanitário internacional é claro: “os civis, incluindo as crianças, devem ser protegidos em todos os momentos”.

Israel acusa Hezbollah de usar ambulâncias para fins militares

Israel voltou a acusar o Hezbollah de usar ambulâncias para fins militares e prometeu reagir, de acordo com o direito internacional, se a atividade não parar. A acusação foi feita pelo porta-voz Avichay Adraee nesta sexta-feira (10/4).

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“Renovamos nossa confirmação de que, no âmbito de suas atividades terroristas, o Hezbollah está utilizando ambulâncias de forma militar e ampla’, disse. “Partindo disso, reiteramos o alerta de que é necessário parar imediatamente o uso militar de instalações médicas e ambulâncias, e afirmamos que, caso não se pare com essa conduta, Israel agirá, de acordo com o direito internacional, contra qualquer atividade militar realizada pelo Hezbollah terrorista utilizando essas instalações e ambulâncias”, completou em publicação nas redes sociais.

Avichay Adraee não apresentou provas da acusação. Reportagem do The Guardian, no entanto, investigou a acusação e não encontrou evidências de que seja verdade.

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