Presidente do Irã diz que ataque ao Líbano torna “negociações sem sentido”
Nessa quarta-feira (8/4) o Exército israelense lançou a maior onda de ataques contra o Líbano desde o início da guerra, deixando 254 mortos
atualizado
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Um dia após o ataque mais letal de Israel contra o Líbano, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quinta-feira (9/4) que o país persa “nunca abandonará seus irmãos e irmãs libanesas”.
“O novo ataque do regime sionista ao Líbano é uma violação flagrante do acordo inicial de cessar-fogo. Isso é um sinal perigoso de engano e falta de compromisso com os acordos potenciais. A continuação dessas ações tornará as negociações sem sentido. Nossas mãos permanecem no gatilho. O Irã nunca abandonará seus irmãos e irmãs libaneses”, afirmou o iraniano.
Pezeshkian afirmou que a continuidade das agressões israelenses contra o território libanês tornarão as negociações de paz “sem sentido”.
Nesta sexta-feira (10/4), representantes dos Estados Unidos e do Irã vão se reunir em Islamabad, capital do Paquistão, para negociações diplomáticas.
A inclusão do território libanês no cessar-fogo deve ser abordada. Nesta quinta, os primeiros-ministros do Paquistão, Shehbaz Sharif, e do Líbano, Nawaf Salam, conversaram por telefone, e o paquistanês condenou os ataques israelenses contra o Líbano.
Cessar-fogo inclui o Líbano?
Nessa terça-feira (7/4), Estados Unidos e Irã acordaram um cessar-fogo, mediado pelo Paquistão. O acordo previa uma trégua nos ataques por duas semanas, e a reabertura do Estreito de Ormuz.
Inicialmente, o primeiro-ministro do Paquistão afirmou que o acordo de paz incluía o Líbano. O premiê de Israel Benjamin Netanyahu e o presidente americano Donald Trump, no entanto, afirmaram que o cessar-fogo não abrange o território libanês.
Nessa quarta, o Exército de Israel lançou mais de 100 ataques em 10 minutos contra o Líbano, o que resultou em mais de 250 mortos e 1.000 feridos. O número total de mortos em ataques israelenses, desde o dia 2 de março, já passa de 1.700.
Após o ataque, o Irã voltou a bloquear a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz.
