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Trump diz que pediu a Netanyahu ações mais discretas no Líbano

Donald Trump afirma ter orientado Benjamin Netanyahu a ser “mais discreto” em ofensivas no Líbano em meio a negociações de paz com o Irã

09/04/2026 15:40, atualizado 09/04/2026 21:54
Joe Raedle/Getty Images
Imagem colorida de Netanyahu cumprimentando Trump - Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta quinta-feira (9/4), que pediu ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, adotar uma postura “mais discreta” nas operações militares no Líbano, em meio ao frágil cessar-fogo negociado na região.

Em entrevista à NBC News, Trump disse que conversou diretamente com Netanyahu — a quem se referiu como Bibi — e que acredita em uma redução das ações israelenses.

“Ele vai manter a situação discreta. Acho que nós também precisamos ser um pouco mais discretos”, afirmou.

Segundo informações divulgadas pela imprensa norte-americana, Trump também teria solicitado a Israel que diminuísse os ataques e avançasse em negociações com o governo libanês, incluindo discussões sobre o desarmamento do Hezbollah.

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Donald Trump e Benjamin Netanyahu nos Estados Unidos
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As declarações ocorrem em um momento sensível das negociações internacionais. Uma delegação dos EUA, liderada pelo vice-presidente JD Vance, deve viajar ao Paquistão para rodadas de diálogo com o Irã, na tentativa de encerrar a guerra.

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Apesar das tensões, Trump demonstrou otimismo quanto a um possível acordo. Ele afirmou que autoridades iranianas estariam mais abertas ao diálogo em conversas reservadas e indicou que espera avanços nas tratativas.

Cessar-fogo frágil

O cenário, no entanto, segue marcado por divergências sobre o alcance do cessar-fogo. Enquanto Irã e frentes mediadoras defendem que a trégua deve abranger aliados regionais, Israel sustenta que o acordo não inclui o território libanês e mantém operações contra o Hezbollah.

Ainda nesta quinta-feira, Netanyahu afirmou ter instruído seu governo a iniciar negociações diretas com o Líbano “o mais breve possível”.

Segundo ele, as conversas devem incluir o desarmamento do Hezbollah e a tentativa de estabelecer relações mais estáveis entre os dois países.

Do lado libanês, autoridades defendem um cessar-fogo temporário como etapa inicial para negociações mais amplas, com mediação dos Estados Unidos.

A proposta segue modelo semelhante ao acordo intermediado pelo Paquistão entre Washington e Teerã, embora ainda não haja definição de data ou local para as tratativas.