Paquistão condena ofensiva de Israel e reforça apelo por cessar-fogo
Primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, critica ofensiva israelense e propõe diálogo entre Irã e EUA para conter escalada regional
atualizado
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O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou nesta quinta-feira (9/4) que reforçou os esforços diplomáticos para conter a escalada de violência no Líbano, após uma conversa com o premiê libanês, Nawaf Salam.
Segundo Sharif, ele condenou “veementemente a contínua agressão de Israel contra o Líbano” e apresentou condolências pelas vítimas dos ataques recentes, que deixaram mais de 300 mortos, de acordo com autoridades libanesas. O Paquistão foi responsável por mediar o cessar-fogo entre EUA e Irã.
Durante o telefonema, o líder paquistanês também reafirmou o compromisso de Islamabad em promover negociações de paz na região, incluindo a facilitação de um diálogo entre Irã e Estados Unidos. As conversas estão previstas para ocorrer na capital paquistanesa.
“Condenei veementemente a contínua agressão de Israel contra o Líbano e ofereci minhas condolências pelas milhares de vidas preciosas perdidas no Líbano em decorrência dessas hostilidades. Reafirmei o compromisso do Paquistão em promover os esforços de paz, incluindo a facilitação do diálogo por meio das próximas negociações Irã-EUA em Islamabad”, declarou o premier.
De acordo com comunicado oficial, Nawaf Salam solicitou o apoio do Paquistão para “garantir o fim imediato dos ataques contra o Líbano e seu povo”. Sharif, por sua vez, destacou que seu país está empenhado em “esforços sinceros pela paz regional”.
Cessar-fogo frágil
O acordo foi inicialmente apresentado como abrangente — incluindo o território libanês —, mas divergências sobre sua aplicação abriram espaço para novas tensões.
Enquanto o Paquistão sustenta que a trégua vale para “todas as frentes”, autoridades israelenses e norte-americanas afirmam que o entendimento se limita ao eixo direto entre Teerã e Washington.
Na prática, Israel manteve e intensificou ataques no Líbano, alegando que as operações têm como alvo estruturas do grupo Hezbollah.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o cessar-fogo não inclui o território libanês e indicou que as ações militares devem continuar. Já o governo iraniano contesta essa interpretação e defende que o acordo deve abranger aliados regionais.
Nesse cenário, o “fator Líbano” se tornou o principal ponto de instabilidade da trégua. A continuidade dos bombardeios, somada à possibilidade de reação do Hezbollah, amplia o risco de uma nova escalada no Oriente Médio.








