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PT e Mujica declaram apoio a Massa; Bolsonaro e Macri endossam Milei

Argentinos voltam às urnas neste domingo (19/11) para decidir entre Sergio Massa e Javier Milei como o próximo presidente do país

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Arte dos candidatos à presidência da Argentina, Javier Milei (a esquerda) e Sergio Massa (a direita) - Metrópoles
1 de 1 Arte dos candidatos à presidência da Argentina, Javier Milei (a esquerda) e Sergio Massa (a direita) - Metrópoles - Foto: Arte/Metrópoles

O peronista Sergio Massa, atual ministro da Fazenda, e o ultraliberal Javier Milei, que ocupa o cargo de deputado, acumulam apoios de líderes internacionais a poucos dias do segundo turno para a eleição presidencial da Argentina. No domingo (19/11), os argentinos deverão ir novamente às urnas para decidir o futuro do país, e a partir desta sexta-feira (17/11) estão suspensas as propagandas eleitorais.

No primeiro turno, Massa acabou na frente de Milei, mas com pouca diferença, ou seja, há expectativa de margem pequena de vitória de qualquer um dos dois. Outra questão para a nova rodada da eleição é quem herdará os eleitores da candidata em terceiro lugar e fora deste pleito, Patricia Bullrich. Agora, na reta final, todo apoio poderá fazer diferença para Massa e Milei.

Na terça-feira (14/11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) evitou citar nomes, mas sugeriu aos argentinos a escolha de um presidente “que goste de democracia, que respeite as instituições, goste do Mercosul, da América do Sul e que pense na criação de um bloco importante”.

A posição oficial do PT é favorável a Massa, descrito em nota do partido como “democrático e popular, com um programa de governo de desenvolvimento e justiça social”, enquanto Milei seria representante da “extrema direita e do ultraneoliberalismo econômico do salve-se quem puder”.

O candidato ultraliberal é tido como figura polêmica na Argentina e mundo afora, com falas extremistas, promessas de romper com o Mercosul e “dinamitar”, ou seja, fechar o Banco Central da Argentina.

Em entrevista a um jornalista peruano, Milei descreveu Lula como “corrupto e comunista” e indicou que se negaria a encontrar o petista. O adversário de Massa revelou admiração pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e, em troca, Bolsonaro fez postagens de apoio ao candidato e confirmou ida à posse caso Milei vença as eleições.

“Nós, realmente, sabemos o que é melhor para nossos países, não podemos continuar com a esquerda”, disse Bolsonaro, em vídeo. “Vamos mudar e mudar para valer com o Milei”, completou.

Veja outros líderes que declararam apoio aos candidatos argentinos:

Massa

Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, declarou apoio ao peronista esta semana: “Se pudesse votar, votaria em Massa com as duas mãos”. Mujica elogiou a “consciência” do candidato sobre o que o país precisa.

Pedro Sanchéz, presidente da Espanha, defendeu Massa por representar “a tolerância e o diálogo”. O líder espanhol elogiou o compromisso com a democracia e o projeto a favor dos direitos humanos proposto pelo candidato.

Presidente do México, Andrés Manuel López Obrador chamou Milei de “facho conservador”, palavra para definir reacionários ou fascistas. Além disso, citou que o deputado argentino “está até contra o papa”.

Milei

No sábado (11/11), Milei recebeu uma carta de apoio assinada por nove ex-presidentes. São eles: Mauricio Macri (Argentina); Felipe Calderón (México); Vicente Fox (México); Iván Duque Márquez (Colômbia); Andrés Pastrana (Colômbia); Mariano Rajoy (Espanha); Jorge Quiroga (Bolívia); Sebastián Piñera (Chile); e Luis Fortuño (Porto Rico). Também é signatário Mario Vargas Llosa, político e escritor ganhador do Nobel da Literatura.

No texto, eles descrevem Massa como “a continuação de um modelo econômico corporativo fracassado”. Já Milei seria o “candidato novo com quem, sem dúvida, temos muitas diferenças, mas acreditamos nas ideias de liberdade”.

Patricia Bullrich, que representou a direita no primeiro turno, já falou a favor de Milei. Em entrevista do jornal O Globo, publicada na quarta-feira (15/11), Bullrich minimizou o apoio de Lula e Sánchez a Massa.

“Lula pode dizer algo sobre a eleição argentina, mas ele terá de se relacionar com quem vencer a eleição. A Argentina e o Brasil têm uma relação acima de suas ideologias”, afirmou.

Brasil no radar

Apesar da fala de Bullrich, o Brasil se tornou pauta do último debate presidencial do segundo turno na Argentina. Massa disse que “a política externa não pode ser regida por caprichos”, em resposta às críticas de Milei sobre Lula.

“A ruptura com o Mercosul, a ruptura das relações com o Brasil e a ruptura das relações com a China representam 2 milhões de empregos a menos”, argumentou o peronista.

O liberal rebateu: “Você tem um governo onde [o presidente] Alberto Fernández também não falava com Bolsonaro. Então, qual é o problema se eu falo ou deixo de falar com Lula?”.

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